"Se eu acreditasse, hoje não seria governador”

O governador Rui Costa (PT) disse na manhã de ontem, durante assinatura da ordem de serviço do tramo três da Linha 1 do Metrô, que "não gosta de comentar pesquisas"


Tribuna da Bahia, Salvador
10/12/2019 09:41 | Atualizado há 12 dias, 16 horas e 40 minutos

   
Foto: Manu Dias/GOVBA

Por: Henrique Brinco


O governador Rui Costa (PT) disse na manhã de ontem, durante assinatura da ordem de serviço do tramo três da Linha 1 do Metrô, que "não gosta de comentar pesquisas". Ele afirma que outros levantamentos aos quais teve acesso apontam resultados bastante diferentes do levantamento.

"Eu não gosto de comentar pesquisa, mas eu já vi algumas recentemente e os números são bem diferentes desses que são mostrados nessa aí. As que eu vi quem estava na frente era outra pessoa. Cada um produz a pesquisa que quer lhe estimular ou fazer lhe impulsionar, faz parte da estratégia. Se eu acreditasse que pesquisa define eleição eu hoje não seria governador, eu estaria em casa chorando debaixo do travesseiro uma semana antes porque todo mundo estava dando que ia perder as eleições em 2014", disse, em coletiva de imprensa.

Rui foi questionado se o desempenho de Guilherme Bellintani, presidente do Esporte Clube Bahia, na pesquisa reforça o interesse de que ele esteja na sua base. "A eleição é dinâmica, o dia de amanhã não será o dia de hoje num processo eleitoral. Os números são muito baixos para serem definidores do processo eleitoral".

Ainda de acordo com o chefe do Palácio de Ondina, "pesquisa é uma fotografia de momento" e aproveitou para aconselhar aqueles que pretendem concorrer às eleições no próximo ano. "Se eu fosse candidato eu estaria com o pé na estrada ao invés de estar colhendo declaração de apoio, reunindo a comunidade, percorrendo os bairros e ouvindo a população, quais são as demandas principais, é isso que define a eleição”.

O petista também reafirmou que o candidato do grupo nas eleições do ano que vem ainda não está definido. "Qualquer coisa que se faça agora é marketing político na tentativa de crescer em eventuais pesquisas. Quem quer ser candidato tem que botar o pé no chão, ir nas comunidades, gastar sola de sapato", pontuou.

Sobre a escolha do candidato de sua base, Rui ponderou: "Está no momento de todo mundo colocar o seu nome. Até porque se o povo não souber quem é potencialmente candidato, como esse nome poderá eventualmente crescer ou não? Acho que as pessoas precisam divulgar seus nomes. Não precisa essa agonia de antecipar definições".

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