Cuidados na proteção da pele podem ajudar na prevenção do câncer de pele

Os dias quentes e o céu claro que tem feito nos últimos dias na capital baiana tem sido bastante convidativos à realização de atividades ao ar livre, como uma ida a praia ou uma visita ao parque


Tribuna da Bahia, Salvador
30/12/2019 12:00 | Atualizado há 27 dias, 19 horas e 30 minutos

   
Foto: Reprodução

Por: Yuri Abreu


Os dias quentes e o céu claro que tem feito nos últimos dias na capital baiana tem sido bastante convidativos à realização de atividades ao ar livre, como uma ida a praia ou uma visita ao parque. Contudo, mais do que aproveitar as belezas naturais da cidade, também é importante cuidar da pele, já que a exposição prolongada sem da devida proteção pode causar, além de queimaduras, câncer de pele, a longo prazo.

De acordo com dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca), era esperado o registro de 6.040 casos de câncer de pele no estado da Bahia, sendo 3.250 em homens e 2.790 em mulheres. No gênero masculino, o tipo da doença ficava atrás apenas do câncer de próstata (4.280). Já entre as mulheres, este índice só era menor do que o câncer de mama (2.870).

Já na capital baiana, eram esperados mais de 700 registros, segundo levantamento da organização: 390 em homens e 330 em mulheres. Assim como em todo o estado, o número de casos de câncer de pele, nos dois gêneros, só era menor do que os cânceres de próstata e de mama. Em todo o Brasil, os dados apontavam 165.580 casos no geral.

ENTENDA

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pele é o mais freqüente no Brasil e em todo o mundo, sendo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e considerado raro em crianças e pessoas negras. Geralmente, ele é causado pela exposição excessiva ao sol.

O câncer do tipo melanoma, mais comum no país, tem alta chance de cura, desde que seja detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, o não melanoma é o mais frequente e de menor mortalidade, mas pode deixar mutilações bastante expressivas se não for tratado adequadamente.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, estão pessoas com pele muito clara, albinas, com vitiligo ou em tratamento com imunossupressores, são mais sensíveis ao sol. Mas, apesar de ser mais comum naqueles acima dos 40 anos, o órgão federal aponta que a média da idade vem diminuindo com o passar dos anos, tendo em vista que pessoas jovens têm se exposto constantemente aos raios solares.

Conforme o Ministério, os principais sintomas da doença são: manchas que coçam, descamam ou sangram, sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor e feridas que não cicatrizam em quatro semanas. Ele ocorre principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas.

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo dermatologista por meio de exame clínico. Em determinadas situações, é possível que o profissional de saúde utilize o exame conhecido como “Dermatoscopia”, que consiste em usar um aparelho que permite visualizar camadas da pele não vistas a olho nu. Em situações mais específicas ainda é necessário fazer a biópsia.

PREVENÇÃO

Para aqueles que querem se prevenir, a principal recomendação para a prevenção do câncer de pele é evitar a exposição ao sol, principalmente nos

horários em que os raios solares são mais intensos – entre 10h e 16h –, bem como utilizar óculos de sol com proteção UV, roupas que protegem o corpo, chapéus de abas largas, sombrinhas e guarda-sol.

Em caso de exposição solar necessária, principalmente em torno do meio- dia, o Ministério da Saúde recomenda a procura por áreas cobertas que forneçam sombra, como embaixo de árvores, marquises e toldos, com o objetivo de minimizar os efeitos da radiação solar.

“O uso de filtro solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais é fundamental, principalmente quando a exposição ao sol é inevitável. O filtro solar deve ser aplicado corretamente, uma vez que o real fator de proteção desses produtos varia com a espessura da camada de creme

aplicada, a frequência da aplicação, a perspiração e a exposição à água. De mesmo modo, deve ser utilizado também o protetor labial”, indica o Ministério da Saúde.

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