Disfunção Erétil acomete cerca de 30% da população masculina

Um dos assuntos mais polêmicos na vida sexual de um homem é a disfunção erétil. Popularmente chamada de impotência sexual, atinge 15 milhões de homens no Brasil atualmente, segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS)


Tribuna da Bahia, Salvador
06/01/2020 12:24 | Atualizado há 27 dias, 27 minutos

   
Foto: Reprodução

Por: Poliana Antunes


Um dos assuntos mais polêmicos na vida sexual de um homem é a disfunção erétil. Popularmente chamada de impotência sexual, atinge 15 milhões de homens no Brasil atualmente, segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), isso significa que 30% da população masculina no país enfrenta esse problemas. Dados também mostram que 42% dos brasileiros temem se tornar impotentes em algum ponto de sua vida, segundo pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Outro estudo, realizado pela SBU, mostra que os homens participantes têm mais medo de ficar impotentes do que de ser traídos por suas parceiras, de perder o emprego ou mesmo de ser assaltados. Quando a comparação é feita com problemas de saúde, o único temor maior que a disfunção erétil para os homens é o câncer.

Em entrevista para o Portal Drauzio Varella, o cirurgião vascular Dr. José Mário Reis explica que, ansiedade é a causa emocional que mais bloqueia o mecanismo da ereção. “O homem pode ter medo de falhar mais de uma vez ou se sentir inibido quando se relaciona com alguém que desperte atenção especial. A falta de controle ejaculatório também pode ser responsável pelo problema. O medo de ejacular muito rápido, de não dar prazer à parceira e de não conseguir a penetração que considera ideal, cria uma ansiedade tão grande que faz ele não conseguir atingir a ereção durante o ato sexual”, esclarece.

De acordo com o especialista, existem muitas outras razões para justificar a disfunção erétil. “Podem variar, mas entre elas podemos citar o alcoolismo, tabagismo, fibrose nos corpos cavernosos, excesso no consumo de medicamentos e outros. O comum de acontecer é ocasionar a falta de libido de ereção que, por conseguinte, podem estar relacionadas a outros fatores também, frisa o médico.

Segundo José Mário Reis, para avaliar os sintomas da doença, a disfunção erétil não é o único problema sexual que identifica uma impotência sexual, visto que o retardo na ejaculação ou no orgasmo também a caracterizam. “Há várias situações que causam frustração aos homens nesses momentos, como é o caso de uma ereção sem rigidez suficiente ou ejaculação precoce. A ejaculação precoce é um distúrbio que acomete os homens e ocorre antes ou após a penetração com um mínimo estímulo sexual, sem que o homem tenha controle disso durante o ato sexual”, explica.

“Também podem ser considerados casos onde pode haver redução dos pelos corporais, deformação do pênis, doença vascular periférica (estreitamento ou endurecimento das artérias que levam o sangue para os membros inferiores), neuropatia (alteração das funções do sistema nervoso)”, lembra o cirurgião.

PREVENÇÃO

Ainda de acordo com o médico, a melhor e mais eficiente forma de prevenção da disfunção erétil consiste na precaução da circulação ideal do sangue, “pois a ereção é atingida através do funcionamento congruente de nossos órgãos e tecidos. A melhor adoção para que isso ocorra é através da mudança de nossa rotina e hábitos”.

Viver uma vida mais saudável com certeza é a melhor opção. “Dormir bem, praticar atividades físicas, ter uma alimentação balanceada, evitar consumo de drogas e bebidas alcoólicas, evitar ao máximo, traumas na região e consultar um médico clínico geral ou urologista regularmente. Hábitos como esses são fundamentais para uma boa qualidade de vida e uma prevenção eficaz”, previne.

Já o tratamento para a disfunção erétil, o cirurgião diz que pode ser dividido em três métodos: o não farmacológico (acompanhamento com psicólogo e psiquiatra), o farmacológico (utilização de medicamentos que induzem a ereção) e os procedimentos cirúrgicos.

“Pacientes que possuem a disfunção erétil primeiramente precisam ser avaliados para verificar a existência de questões físicas ou psicológicas subjacentes. Se esse tratamento não obtiver sucesso, é recomendado o uso de medicamentos ou dispositivos”.

O diagnostico nem sempre é preciso, o cirurgião frisa que pode ocorrer de nem sempre uma ereção fraca dar resultado a uma disfunção erétil. Porém, se essa circunstância persistir, é importante consultar um profissional médico urologista, pois isso pode ser um alerta para outros problemas que estão decorrendo no seu corpo. Assim, ele irá avaliar melhor a situação e dar um diagnóstico preciso.

“O médico terá suas conclusões com uma simples conversa com seu paciente, após isso, acontecerá o processo de identificação das possíveis causas ou fatores de riscos. O médico irá proceder com um tratamento especifico ou receitará remédios para a sua situação”, finaliza.

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