Aras diz que Procuradoria deve ‘conciliar conflitos, não promovê-los’

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que o Ministério Público deverá ser pautado pela segurança pública


Tribuna da Bahia, Salvador
14/01/2020 06:40 | Atualizado há 13 dias, 6 horas e 10 minutos

   
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que o Ministério Público deverá ser pautado pela segurança pública. O PGR falou, em entrevista ao programa Interesse Público, da própria Procuradoria federal, que dará os primeiros passos nessa direção em 2020.

“A todos e a todas que nos assistem, 2020 é o ano em que começaremos a realizar as nossas balizas principais”, comentou ao dizer que o Ministério Público Federal realiza estudos em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O desenvolvimento econômico com destravamento da economia. E o desenvolvimento também de políticas públicas voltadas para a segurança pública em todo o território nacional.”

Aras falou também que o Judiciário brasileiro está ‘engessado’, e destacou a função da Procuradoria no destravamento de ações. “Tornar o Ministério Público em uma instância capaz de conciliar conflitos, e não de promovê-los, como vem sendo a praxis nesses tantos anos de existência.”

A modernização da Procuradoria e otimização de recursos orçamentários estão entre as prioridades, disse Aras.

Bem como o compartilhamento de informações e boas experiências ‘através de um novo órgão que está sendo estruturado por colegas subprocuradores da República para reunir todas as forças-tarefas’.

“O Ministério Público também é uma instância de conciliação, e isso é muito bom para um País em que temos no judiciário algo em torno de 110 milhões de ações em curso.”

“Assim, com respeito ao promotor e procurador natural, promover todos os meios para que em cada Estado, em cada município, com o membro que tenha o vínculo institucional com a causa, nós possamos fornecer recursos suficientes para atender a demanda no combate não somente à macro e à microcriminalidade, mas também desenvolver os melhores trabalhos no que toca ao desenvolvimento econômico’.

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