PRF apreende quase meia tonelada de carne na cidade de Senhor do Bonfim

O produto estava sendo transportado na caçamba da caminhonete sem quaisquer condições higiênico-sanitárias


Tribuna da Bahia, Salvador
14/01/2020 10:04 | Atualizado há 13 dias, 1 hora e 43 minutos

   
Foto: Divulgação / PRF

Por: Yuri Abreu


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 420 quilos de carne bovina que estavam sendo transportados de forma irregular, na cidade de Senhor do Bonfim, região norte da Bahia, município distante 375 km de Salvador. A ação ocorreu em um trecho da BR-407. O produto estava sendo transportado na caçamba da caminhonete sem quaisquer condições higiênico-sanitárias.

Durante uma fiscalização de rotina, ocorrida no último domingo, os agentes deram ordenaram que um motorista, de 39 anos, parasse um veículo modelo Chevrolet S10, com placa de Jaguarari, cidade também localizada na região norte e distante pouco mais de 30 km de Senhor do Bonfim.

No momento da vistoria da carga da caminhonete, os policiais verificaram que o produto não estava acondicionado da forma correta. A carne bovina estava coberta por uma lona e sem a refrigeração adequada. Além disso, o condutor não apresentou documentação de origem animal e nem de inspeção sanitária.

Quando questionado, o motorista, que não teve o nome revelado pela corporação, acabou reconhecendo a precariedade no transporte da mercadoria, bem como as condições de abate dos animais. Além disso, o homem alegou dificuldades estruturais da região para trabalhar de forma regular. Não há informações se ele foi preso.

Por conta da situação, a PRF acionou a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), que ficou responsável pelas notificações necessárias e destinação da carne que será inutilizada em um aterro sanitário. Já o homem responderá pelo crime previsto no inciso IX do artigo 7º, da Lei 8.137/90, que versa, entre outros, sobre os crimes contra as relações de consumo.

Segundo a norma “vender, ter em depósito para vender ou expor a venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo humano”, pode render detenção de dois a cinco anos ou multa. Além disso, ele está sujeito às sanções previstas na Lei Estadual 12.215, de 30 de março de 2011, que dispõe sobre o Serviço de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal no Estado.

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