João Leão defende unidade do grupo de Rui Costa e projeta vitória em 2022

O vice-governador João Leão (PP) defendeu, ontem, a unidade do bloco político liderado pelo governador Rui Costa


Tribuna da Bahia, Salvador
14/01/2020 10:23 | Atualizado há 13 dias, 3 horas e 6 minutos

   
Foto: Reprodução

Por: Rodrigo Daniel Silva


O vice-governador João Leão (PP) defendeu, ontem, a unidade do bloco político liderado pelo governador Rui Costa (PT) e cutucou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Para o progressista, só há uma chance de o gestor soteropolitano ser eleito chefe do Palácio de Ondina em 2022, se houver “desfalque no grupo” petista.

“É aquele tripé. Um pé é o PT. Outro pé é o PSD. Outro pé é o PP. Se esses três pés com os partidos menores – PCdoB, PSB – se nós tivemos isso, não tem para ninguém. É melhor (Neto) ser candidato a deputado federal para 2022. É melhor ser candidato a senador, que ele também perde”, avaliou Leão.

Leão ressaltou que o grupo de Rui precisa ser “inteligente suficiente para não quebrar esse elo nosso”, já que ele e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD) querem também ser candidato a governador da Bahia na próxima eleição geral.

Para o vice-governador, há “perfeitamente possibilidade” de o campo político de Rui Costa vencer a eleição em Salvador contra o grupo ACM Neto. “Nós precisamos pegar essa estrutura política que nós temos no interior e acoplar. Se nós formos para um trabalho de fazer com que Salvador seja uma questão de honra, eu acho que nós temos perfeitamente possibilidade de ganhar em Salvador”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole. “Se pegar as pesquisas, é pau a pau (a popularidade de Rui e ACM Neto na capital baiana). Está 80% (de popularidade) cada um. Rui tem feito um trabalho excepcional. Rui foi o melhor prefeito que a história política da Bahia já teve. Se pegar a infraestrutura que o governo do estado está fazendo em Salvador, é uma estrutura excepcional. Essas novas avenidas, metrô, a ponte Salvador-Itaparica, que vai servir muito (a Salvador)”, acrescentou.

Leão admitiu que não ajudou na campanha de Alice Portugal (PCdoB) em 2016 para prefeitura de Salvador. Na época, o PP lançou Cláudio Silva, mas a deputada federal comunista era vista como a candidata do governo. “Não trabalhei porque estava cuidando do interior. Eu preciso fazer com o que meu partido fosse um partido forte no interior. Eu não tive tempo. Eu peço até desculpas para Alice, porque eu não tive tempo suficiente para cuidar da prefeitura de Salvador. Agora, estou com mais tempo”, pontuou

O vice-governador cutucou o grupo do democrata também ao dizer que o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) não está definido como o candidato de ACM Neto à sucessão. “Estamos na mesma situação de Neto. Neto está com dois candidatos também. Tem o secretário de Saúde deles, Leo Prates. Candidatíssimo pelo PDT. Ele me disse (ante)ontem no telefone. Ele (Neto) vai sair com dois candidatos. O Neto precisa definir se o candidato dele é Leo Prates ou Bruno Reis. Eu gosto muito de Leo Prates. É um bom candidato. E se Leo Prates quiser vir para o PP, nós vamos conversar”, salientou.

Leão defendeu a reforma da Previdência enviada pelo governador Rui Costa à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). “Nós temos uma Previdência que, no início do governo Wagner, o déficit do Estado era R$ 343 milhões. Agora, em 2019, o déficit foi de R$ 4,3 bilhões. Neste próximo ano, será de R$ 4,8 bilhões. No ano seguinte, R$ 6,2 bilhões. No ano seguinte, R$ 7,4 bilhões. Nós estaremos entregando o governo da Bahia com um déficit de R$ 8,6 bilhões. Tem que resolver cortando na carne”, ressaltou. “Hoje, o governador não pode dar R$ 1 de aumento. Nós chegamos ao teto. Se Rui dê um aumento, ele passa a ficar inelegível. É crime de responsabilidade fiscal”, emendou.

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