Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 17/01

A cena indie marca território e o “Festival Oferendas” garante pegada toda cool para “Festa de Iemanjá”


Tribuna da Bahia, Salvador
17/01/2020 10:48 | Atualizado há 11 dias, 4 horas e 49 minutos

   
Foto: Reprodução

O charme sutil da “Festa de Iemanjá”, no Rio Vermelho, existe desde o inicio do século vinte, quando o lugar era um balneário cheio de estilo para a burguesia baiana e os pescadores começaram a oferecer presentes à orixá Rainha do Mar. Mas sempre tem lugar para mudanças, como o “Festival Oferendas”, nos dias primeiro e dois, sábado e domingo, que mostra a força da cena cultural indie garantindo este ano a sua segunda edição. A cantora, atriz e performer paulista Iara Rennó (foto), é uma das estrelas na agenda que inclui também as baians Josyara Lellis e Márcia Castro.

O “Festival Oferendas” tem como base a instigante “lalá Casa de Arte”, instalada na fervida Praia da Paciência, o centro nervoso de toda a cultura pulsante do bairro coalhado de espaços undergrounds, dançantes e lançadores de moda. É a segunda edição do evento e acabou de ser confirmado ontem, pela “Lalá” com a divulgação de uma lista com nada menos que treze cantores e doze deejays se alternando nos dois dias de festas.

A novidade rebelde fica ombro a ombro com a tendência elegante de camarotes chiques que concentram o charme do high society, e faz cada vez mais sucesso no Rio de Janeiro, onde os socialites confirmam viagem a Salvador e atendem convites para festas como as organizadas pelo casal Marta Dione e José Sergio Caloula; a promoter Licia Fabio e o decorador e Jet setter Nino Nogueira.

Escuna do “Mercadão” coalhada de animados roqueiros no Bonfim

A força do charme alternativo nas festas populares da Bahia teve confirmação também, ontem, na secular festa “Lavagem de Nosso Senhor do Bonfim”. Foi a fervida “Barca do Mercadão”, uma escuna lançada pelo pulsante espaço cultural “Mercadão CC”, a casa de shows que incendeia o quadrilátero underground do Rio Vermelho com suas performances de afro beat, soul, blues, jazz e pop dance.

A “Barca do Mercadão” é uma escuna com música alternativa criada em 2019 para trazer a turma do rock e seus amigos mezzo rebeldes, mezzo criativos, no final da festa, da riveira do Bonfim, para a região oceânica do Rio Vermelho. Apesar de estar coalhada de deejays, a atração principal foi a “Orquesttra Sonora Amaralina “ formada por músicos com instrumentos de sopro que excutam entre outras opções, a popular musica colombiana Cumbia.

Bruno Capinan lança hoje mais um single

Quando a importância dos fatos justificam, vale repetir noticias sobre personagem como o musico baiano Bruno Capinan, que vive exilado no Canadá e decididamente se torna o foco central do verão baiano. O artista que desde o mês de julho incendeia o pais com o seu álbum “Real”,já aplaudido no exterior, lança hoje um novo single em todas as plataformas digitais que é “Mais Amor”. O lançamento não é pouca coisa,fica a cargo da plataforma “Alta Fonte Brasil”.

A plataforma de lançamentos “”Alta Fonte” é uma distribuidora internacional independente, de tecnologia, marketing, informação e transparência para músicos, selos e produtores. Quanto a Bruno Capinan, que se apresenta em Salvador, onde nasceu, dia 26, vale relembrar a repercussão na mídia internacional quando ele denunciou perseguição no Brasil pela opção sexual dele e se refugiou no Canadá, país onde mora e faz sucesso.

“O Pente” coletivo de Uran Rodrigues agita ensaio do “Cortejo Afro”

A força instigante dos coletivos culturais se expande e cria cenários inusitados como a parceria de “O Pente” coletivo de festas criado pelo fotógrafo e promoter Uran Rodrigues, e o internacional “Cortejo Afro”, o bloco carnavalesco artsy,criado pelo designer Alberto Pitta, que consolida um fascino imbatível no Jet set. A parceria tem agenda na segunda, dia 20, quando artistas selecionados pelo coletivo participam da noite “Ensaio do Cortejo Afro” na Praça Quincas Berro D’Água no Pelourinho.

O coletivo “O Pente” tem o conceito e a pegada de se voltar para as artes. De olho e ouvidos ligados para variações que alternam música, moda, poesia, gastronomia, gança, grafite e performances especiais. O Deejay Manigga faz a discotecagem da noite com o chamado set ligado nas quebradas de baianidade e diversidade. Tem participação dos dançarinos do coletivo libeertario “Afrobapho”.

Claro que o “Cortejo Afro” assume o palco com o seu repertório moderno. Canções autorais com a típica percussão do grupo, e a mistura que vai dos clássicos da Música Popular Brasileira ao Pop internacional, e a sutileza pulsante do ritmos africanos.

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