Roger analisa característica dos contratados e fala sobre integração com equipe sub-23

Treinador avisa que quer uma equipe que alterne transições rápidas com posse de bola


Tribuna da Bahia, Salvador
17/01/2020 16:00 | Atualizado há 10 dias, 23 horas e 53 minutos

   
Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Em preparação para a Copa do Nordeste, que começa para o Bahia no dia 25 de janeiro, contra o Santa Cruz, o técnico Roger Machado trabalha para adaptar os novos reforços à base do elenco que permaneceu para a temporada 2020. O treinador tricolor já deixou claro que, além de uma equipe forte nas transições rápidas, quer poder alternar momentos de posse de bola, por isso jogadores com esse perfil foram contratados, caso do meia Daniel.

Em entrevista à rádio do clube na noite da última quinta-feira, Roger falou sobre as características desse “novo” Bahia. Além de Daniel, ele destacou as chegadas de Clayson e Rossi, que se destacaram no Corinthians e Vasco, respectivamente, pelo número de assistências.

- O objetivo e análise do fim da temporada passada é que fizemos uma boa temporada com um viés de queda no final em função do desgaste e do nível da competição, que é muito exigente. Brigamos pela Libertadores até o final, nunca tivemos contato com a parte final da tabela. Conseguimos montar um modelo forte, marcação ajustada e velocidade pelas pontas. Em alguns momentos, quando encontrávamos equipes fechadas, precisávamos de mais controle, demonstramos deficiência, dificuldade. A leitura é que deveríamos alternar entre esse jogo de transição e controle pela posse, contratando jogadores com mais destreza com a bola. Dar essa característica sem perder a agressividade. O tripé do meio forte, pronto para roubar a bola, linha defensiva segura. As contratações foram nessa linha. Deixar o time mais leve, mais técnico, com jogadores mais móveis, sem perder nossas principais virtudes construídas no passado – afirmou.

Daniel foi um dos melhores passadores do campeonato. Gregore também. Rossi e Clayson como assistentes. Para ter mais controle pela posse e conseguir gerar mais oportunidade de gol. Tivemos uma eficiência grande ano passado, com Gilberto, Fernandão, Artur e Élber. Mas precisamos gerar mais oportunidades para sobrepor eficiência com número de oportunidades criadas.

Uma posição que foi completamente remodelada foi a lateral esquerda, com as saídas de Giovani e Moisés. Para seus lugares, foram contratados Zeca e Juninho Capixaba, que já treinam com o elenco.

- Mudamos um setor inteiro, com suplente. Temos dois laterais, um atacante novo. Será nosso desafio, o entrosamento. Juninho tem capacidade de ataque grande, Zeca também, deixam o time mais leve. Quando pressionados, podemos sair com mais destreza. Esse começo é de trabalho mais físico, mas quando se tem uma base do ano anterior facilita bastante – disse.

Roger Machado também explicou como vai funcionar o processo de integração entre a equipe principal, treinada por ele, e o time de transição, de responsabilidade de Dado Cavalcanti.

- A partir dessa semana, o que a gente definiu é que sempre que possível, o calendário nesse primeiro momento é apertado, é que o time de transição, que treina no mesmo turno que a gente, quando necessário, consiga fazer um fluxo de jogadores. Para compor nosso grupo e na direção inversa também. Quando na necessidade de jogos do Baiano, Dado pode solicitar alguns jogadores para ter um time forte nessa competição, que é o Baiano, que é importante para a gente. Fiz questão de que o sub-23 estivesse ligado ao profissional para ter fluxo de informações e para conhecer os atletas na sua mais íntima característica com relação ao jogo. Uma coisa é trabalhar diariamente, jogar contra, o dia a dia é que dá noção de onde precisa evoluir. Objetivo é está muito próximo, fazer fluxo de acesso e informações dos jogadores que se destacarem – afirmou.

A equipe de transição estreia na temporada no dia 22 de janeiro, próxima quarta-feira, diante do Juazeirense, em Juazeiro.

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