“Não acredito em soluções fora da política”

Bruno Reis cutucou os opositores ao ser questionado sobre os nomes que estão sendo especulados para serem candidatos com o apoio do governador Rui Costa


Tribuna da Bahia, Salvador
21/01/2020 06:40 | Atualizado há 7 dias, 8 horas e 49 minutos

   
Foto: Divulgação

Por: Rodrigo Daniel Silva


Pré-candidato a prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM) cutucou os opositores ao ser questionado sobre os nomes que estão sendo especulados para serem candidatos com o apoio do governador Rui Costa (PT). Entre os nomes cotados para ser postulante à prefeitura de Salvador, está o da major Denice Santiago, que é conhecida por comandar o projeto Ronda Maria da Penha. A militar nunca disputou eleição.

“Eu não acredito em soluções fora da política. Em outros estados, não deram certo. Se for analisar (o governador do Rio de Janeiro, Wilson) Witzel, não está bem avaliado. O Ibaneis (Rocha, que é governador do Distrito Federal) não está bem avaliado. O próprio (Romeu) Zema em Minas (Gerais, que também é governador) não está bem avaliado. Eu acredito em trabalho, em vivência, em qualificação da pessoa. Acredito em montar uma boa equipe”, afirmou Bruno, em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da rádio 100.

O vice-prefeito soteropolitano também evitou falar sobre os nomes que podem integrar a sua chapa. “Tem muita água para passar debaixo desta ponte. O foco ainda é gestão”, afirmou. O democrata negou que tenha convidado Vovô do Ilê para ser seu vice. “Ouvimos (em uma reunião) um pouco do que ele pensa para o segmento que ele faz parte e representa. E um pouco do penso para a cidade. E as nossas ideias são um pouco semelhantes e coincidem. Mas, em nenhum momento, houve convite para ser vice. Não há esse convite. Houve um desejo de seguir conversando, dialogando. Tanto eu quanto ele queremos o melhor para a cidade”, pontuou.

Bruno Reis admitiu, porém, que convidou a esposa do senador Angelo Coronel, Eleusa Coronel, para integrar sua chapa, como candidato a vice. Ressaltou, porém, que foi em “tom de brincadeira”. “É uma grande amiga com quem tenho excelentes relações. Naquelas conversas de aniversário, brincando, conjecturando... mas a gente tem consciência de que o PSD está em outro campo político. Pela forte ligação que tem com o PT é difícil prosperar uma articulação como essa. Foi muito mais em tom de brincadeira”, pontuou. O vice-prefeito admitiu que a decisão do presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, de não ser candidato a prefeito o favoreceu. Segundo ele, ambos têm o mesmo perfil “mais jovem, disposto para trabalhar” e que podem dar continuidade ao trabalho do prefeito ACM Neto (DEM). “Entre outros nomes existentes, citados, cogitados, até o momento, a gente não visualiza nenhum com o perfil que a cidade quer para esse momento (além do nosso)”, pontuou.

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