Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 21/01

O carnaval nem começou, mas “As ganhadeiras de Itapuã” já são sensação na folia carioca


Tribuna da Bahia, Salvador
21/01/2020 11:07 | Atualizado há 7 dias, 4 horas e 23 minutos

   
Foto: Reprodução

A apoteose do enredo “Viradouro de Alma Lavada”, criado pela escola de samba para contar a historia da confraria baiana “Ganhadeiras de Itapuã” virou pauta sensação na mídia carioca. Os blogs ligados à folia contam em detalhes a história das mulheres baianas que fazem música hoje, continuando o mito da autonomia das ex- escravas que se sustentavam prestando serviços de lavagem de roupa.

Mas o destaque maior na mídia ficou para a reportagem de “O Dia”, da holding “Grupo Globo”, um dos jornais de maior tiragem do país. Com a manchete “Viradouro terá o maior abre-alas de sua história neste Carnaval”, o jornal noticiou neste final de semana que o abre alas para homenagear o grupo baiano, criado pelos carnavalescos Tarcísio Zanon e o companheiro dele Marcus Ferreira ( foto) tem altura de um prédio de quatro andares.

Os detalhes impressionam. ”A saia de Iemanjá vai se transformar em uma cachoeira na Avenida e o tripé levará Oxum lavando o brasão da Vermelho e Branca” diz o texto. A “Unidos do Viradouro” não é uma escola de samba carioca. A agremiação é fluminense da cidade de Niterói, e usa o nome do bairro onde foi criada. Ela foi a campeã do “Grupo A”, no carnaval carioca de 2018, e no “Desfile Especial do ano passado, com o tema “Viraviradouro” ficou como vice-campeã.

Cabo eleitoral da Mulher Maravilha, Savio Roz conta a pré historia do amor

A irreverência cultural do escritor, pesquisador e professor Sávio Roz abre o ciclo de palestras “Projeto Leituras do Mundo” deste ano no “Museu de Arte da Bahia” que é o mais antigo e mais conceituado do Estado. Ele é o convidado para a sessão de quinta feira, 23, com o tema “A Historia do Amor”. E não fala de pouca coisa. Inclui desde os mais remotos vestígios pré-históricos dos namoricos, até as crises que atingem a vida contemporânea.

Sávio Roz é Mestre em História pela “Universidade Salgado de Oliveira”, de Salvador, com licenciatura e bacharelado na mesma área pela “Universidade Católica do Salvador”. Também da capital. Trabalha com pesquisas que envolvem gênero e sexualidade e faz um sucesso enorme pela irreverência nos livros e artigos que publica, como o impossível “Mulher Maravilha para Presidente”.

O rival de Will Smitty é o baianissimo Lazaro Ramos

O ator baiano Lazaro Ramos foi conferir o próprio trabalho como dublador do personagem Lance Sterling, o agente secreto do filme “Um Espião Animal” e gostou do que viu. Comentou nas redes sociais que no exterior a dublagem é feita pelo rapper norte-americano Will Smitty. E brincando desafia para saber quem ficou melhor. Na postagem, uma foto do personagem parecidíssimo com o próprio lázaro.

Will Smity que se cuide. Apesar da revista “Forbes” ter noticiado que os filmes dele chegam a faturar 6 bilhões de dólares.

Ícone do mercado de luxo, Zeco Auriemo tem negócios na Bahia e traz o “Puerto Madero” para o Brasil

Tudo o que o paulistano Zeco Auriemo investe no mercado de luxo, se transforma em ouro pelos altos faturamentos no setor. Agora o magnata que é dono da marca “Fasano” da hotelaria de luxo e que tem filial em Salvador, e também do bem sucedido

“Shopping Bela Vista”, na Bahia, ganha destaque no noticiário do turismo com a proposta de criar um “Puerto Madero” em São Paulo. É nada menos que a versão brasileira do maior projeto urbano do turismo argentino, celebrado como um dos melhores exemplos de renovação urbanística do mundo. Em Buenos Aires ele é debruçado sobre o Rio da Prata, numa região antiga de docas que virou bairro de luxo No Brasil deve ficar às margens do Rio Pinheiros.

Realismo fantástico da baiana Nilda Neves instiga a cena indie paulistana

A cena artsy de São Paulo é agitada com duas exposições de artistas independentes.com uma única baiana no meio deles que é a pintora Nilda Neves. São as duas mostras da décima edição do “Salão dos Artistas sem galerias” que ficam até fevereiro nos espaços “Lona Galeria de Arte”, e “Zipper Galeria”, numa produção do influente portal “Mapa das Artes”.

Nilda Neves é a única baiana na cena indie paulistana, mas vale por toda uma geração da vanguarda do estado que vive num silencio de fazer dó. Ela era professora de matemática em Botuporã, a seiscentos quilômetros da capital, no sudoeste do estado. Artista independente é pouco para rotular a atuação de Nilda. Começou a pintar sem controle nem acreditar que fosse artista. Colocava os quadros num salão de beleza freqüentado por travestis e de repente viu curadores de arte fazendo fila para admirar o trabalho dela.

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