“PT precisa se renovar aprendendo com os erros”, diz presidente do partido

Presidente do PT na Bahia, Éden Valadares disse, ontem, que o seu partido precisa se renovar “aprendendo com os erros”


Tribuna da Bahia, Salvador
22/01/2020 10:46 | Atualizado há 30 dias, 10 horas e 55 minutos

   
Foto: Reprodução

Por: Rodrigo Daniel Silva


Presidente do PT na Bahia, Éden Valadares disse, ontem, que o seu partido precisa se renovar “aprendendo com os erros” cometidos no passado. O petista minimizou a demora de sua legenda para definir o candidato à prefeitura de Salvador. Para ele, o grupo do prefeito ACM Neto (DEM) tem hoje um “sentimento de alto salto”.

“Nós, do PT, evidentemente cometemos erros. Estão aí para a sociedade ver. Nós temos que ter a capacidade de nos renovar aprendendo com esses erros. Não podemos repetir”, declarou Éden, em entrevista à rádio Metrópole. O presidente do PT condenou a “política do ódio” que, segundo ele, há atualmente no país. “Nos preocupa a política do ódio. Nos preocupa a política da intolerância, do preconceito, da discriminação. A democracia é um espaço da convivência. Tem que ser o espaço da mediação”, pontuou.

Éden criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Parece que não sai do palanque. Parece que não sai da campanha. Continua falando para os setores que o apoiaram. Continua fazendo política apenas para os setores que o apoiaram. A qualidade de vida e o peso do dia a dia estão ficando muito grandes para as pessoas muito pobres”, ressaltou. Para ele, é “natural” o discurso raivoso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após deixar a prisão.

“O presidente Lula passou 580 dias preso injustamente. Quando ele sai, ele faz uma fala um pouco mais tensa. Eu acho que é natural para quem passou 580 dias preso injustamente”, pontuou. Sobre a eleição em Salvador, o presidente do partido afirmou que o PT tem o próprio tempo.

“Bruno Reis é candidato há, pelo menos, dois anos desde que ACM Neto amarelou e correu de disputar contra Rui Costa (o governo da Bahia em 2018). Bruno viveu a expectativa de virar prefeito. Não gosto de comentar a escalação do time de lá. Agora, o PT não tem chefe (...). O PT não tem dono. Alguém que bota a mão e resolva tudo. A gente debate muito. Tem instâncias que são respeitadas. Estamos no tempo do PT. Natural a ansiedade. Mas queremos definir junto com Wagner e Rui a melhor tática. O governador vai nos ajudar a definir qual a melhor tática para eleição em Salvador. Nós temos prazo. Não chegou nem o carnaval ainda”, salientou.

A expectativa é de que o partido realize prévias para definir o postulante na capital baiana. Recentemente, o Diretório Nacional do PT, no entanto, adiou o prazo para definir quando serão as prévias. "Essa é uma decisão preocupante, completamente dissociada do calendário político de uma cidade como Salvador", afirmou o presidente do PT em Salvador, Ademário Costa. "Aqui na capital baiana já estamos em pré-campanha eleitoral. Salvador será a cabeça de ponte do debate entre a esquerda e a direita no Nordeste brasileiro, com impactos decisivos na política nacional", emendou.

Éden Valadares disse que não descartava a hipótese de seu partido abrir mão de uma candidatura própria para apoiar um aliado. “Quem quer apoiar tem que estar disposto a apoiar. Não acho que o PT não tenha essa disposição de apoiar”, declarou. Sobre a eleição para governador em 2022, o petista defendeu a renovação, mas ressaltou que o partido quer Jaques Wagner como postulante ao Palácio de Ondina. "Hoje o sentimento no PT é de que não tem mais tempo. O sentimento da base do PT é de que o candidato natural é Jaques Wagner. Mas ele insiste na renovação e vamos buscar essa renovação", salientou.

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas