Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 23/01

A baiana Samile Bermannelli mostra suas tranças como orgulho étnico, na luxuosa alta moda de Paris


Tribuna da Bahia, Salvador
23/01/2020 10:39 | Atualizado há 12 dias, 11 horas e 7 minutos

   
Foto: Reprodução

A top baiana Samile Bermannelli (foto), que saiu de Salvador para brilhar nos maiores desfiles de moda do mundo, encerrou ontem a participação na luxuosa “Paris Fashion Week Primavera”, na França, com um discurso político inusitado. ”Estou tão feliz por ter feito shows de tranças , isso significa muito pra mim, desfilar com um cabelo que tem uma bagagem histórica tão forte” contou nas redes sociais após participar do lançamento da coleção da estilista francesa Bouchra Jarra, considerada inovadora da alta moda quando surgiu em Cannes..

Samile que é representada no Brasil pela “Mega Model” e no exterior por um pool de outras nove agências top, tem uma das histórias mais gloriosas entre as brasileiras que chegam à cena fashion internacional. Ela nasceu em Salvador e encantou quando foi lançada como uma surpresa do “Victoria’s Secret Fashion Show”, em Shanghai, em 2017. É o maior desfile de moda do mundo. Depois da estréia Samile brilha como poucas modelos em lançamentos de coleções da “Dolce&Gabbana”, “Chanel” e principalmente a icônica “Prada”.

Festa de Iemanjá com “Oferendas” e rock irado

O Rio Vermelho nunca viu uma temporada de festas para a Iemanjá como a deste ano. Além de ser famosa em todo o Brasil como a ultima surpresa na agenda do grand monde pelos camarotes elegantes, tem como novidade cult, uma lavagem totalmente rocker. A festa “Iemanjá Pro Rock” ou “Lavagem da Casa da Trinca”, acontece sábado e domingo, 1º e 2, num dos redutos mais preservador do underground baiano, a Travessa Basílio de Magalhães a três quarteirões da “Casa de Iemanjá”. A rua é um dos espaços onde a onda piegas de bairro boêmio não contamina, e os roqueiros e alternativos fazem o que bem entendem.

A “Casa da Trinca”, ou “Bardo, Bardo” e um espaço cultural. e lojinha, bem personalíssimo onde se assiste filmes noir, principalmente musicais, claro, vende-se camisetas de rock e o sagrado vinil. Na lavagem uma das atrações é a banda “Búfalos Vermelhos e a Orquestra de Elefantes”. A outra festa inusitada, que Boa Terra antecipou com exclusividade na nota manchete “A cena indie marca território e o Festival Oferendas garante pegada toda cool para Festa de Iemanjá” é a segunda edição do ”Festival Oferendas” da “Lalá Casa de Artes”, da rua da Paciência.

Filme de Weinfeld, arquiteto do Fasano Salvador, resgatado como preciosidade cult

Premiado na cena internacional como um dos arquitetos mais singulares da atualidade, e famoso na Bahia por ter feito o retrofit do prédio onde está o hotel de luxo “Fasano Salvador” o paulista Isay Weinfeld tem uma surpresa cult para a cena do cinema. É a exibição, na segunda, 27, do filme “Fogo e Paixão” pelo canal de tevê a cabo “Sesc TV”, também acessado na internet.

Produzido em 1988, com participação de atrizes como Regina Casé e Fernanda Montenegro, o filme virou clássico. Mas surpresa muito maior, para o Jet set baiano. Na verdade “Fogo e Paixão” foi dirigido em parceria com o também paulista Marcio Kogam. A elite da arquitetura mundial conhece o talento de Kogan. E só uns poucos ricaços baianos sabem que é ele é autor da “Casa da Bahia”, ícone das mansões brasileiras. Foi projetada por encomenda do restaurateur José Carlos Gomes para atualizar uma casa de Ondina que comprara de uma socialite. A ex-dona terminou irritada porque não ficou nadica de nada da casa original.

Penduricalhos de artistas para quem entende de estilo

Quem nunca gostou de um penduricalho na roupa ou na decoração, que atire a primeira camélia. Ou corra para o “Vila Velha” porque é no espaço “Teatro dos Novos” que deve surgir neste verão uma das edições mais interessantes do “Brechó do Vila”, a loja de preciosidades que foi criada pela “Universidade Livre” há cinco anos. As doações em roupas, acessórios, objetos e outras peças decorativas devem ser feitas no teatro até a segunda feira, dia 9.

A “Universidade Livre” usa a renda do brechó como ajuda para manutenção do curso de formação de ator. Quanto ao conceito da loja, pode até ser que o termo Brechó tenha surgido no Rio de Janeiro, com um personagem criado por Machado de Assis, mas todo mundo sabe que as chamadas lojas vintages (não diga víntage, como os emergentes) justificam até uma viagem a Londres, para checar os mercados “Spitafields” e “Portobello”; a Nova York, pela rede “Beacon’s Closet” e principalmente a “El baúl de Valentina” em Buenos Aires. Uma pausa para relembrar, a capital da Argentina sempre foi imbatível para garimpar preciosidades. As famosas camélias de arminho que as ricaças usavam no Brasil só eram encontradas em Buenos Aires. E também na surpreendente Montevidéu

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