Em Salvador, Boulos pede que colégio não seja vendido

Guilherme Boulos desembarcou em Salvador e fez críticas à venda do terreno do Colégio Estadual Odorico Tavares


Tribuna da Bahia, Salvador
25/01/2020 07:00 | Atualizado há 27 dias, 14 horas e 29 minutos

   
Foto: Reprodução

Da redação


O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e ex-candidato a presidente da República, Guilherme Boulos (PSOL), desembarcou em Salvador e fez críticas à venda do terreno do Colégio Estadual Odorico Tavares, que fica no Corredor da Vitória em Salvador. Também condenou o aumento de escolas militares na gestão do petista.

Boulos criticou, ainda, a reforma da Previdência enviada pelo governador Rui Costa à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). "Essa é uma diferença que tenho com políticas de Rui Costa na Bahia. É um governador de oposição e acho que consórcio do Nordeste é contraponto importante ao bolsonarismo. Agora quando vai lá quando faz Reforma da Previdência seguida da de Bolsonaro aqui na Bahia. Quando vai lá e faz uma política de militarização de escola. Eu conversei ontem com professores e estudantes, do caso do Odorico. Fechar uma escola e ainda pegar área, no metro quadrado de Salvador, e colocar a leilão, para virar uma torre de empreendimento, em uma área que é pública. Acho que é preciso fazer um contraponto maior. Acho que o tipo de oposição que a gente precisa contra o bolsonarismo é uma oposição que vai disputar valores com a sociedade, que não fica acuada debaixo da cama, que tome as ruas do Brasil", afirmou Boulos, em entrevista à rádio Metropole.

Boulos também atacou o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Temos hoje no Brasil um governo selvagem e de barbárie. Um governo que maltrata jornalistas e é vexatório ver a forma que ele trata. Acho que não é do profissional, que é obrigado a estar lá. Acho que os donos de jornais tinham que tomar vergonha e não submeter seus profissionais àquele constrangimento. Glenn (Greenwald) foi denunciado porque fez jornalismo, o trabalho dele. Você tem governo que é de destruição nacional. Você tem governo que subordina Brasil aos EUA, que desmata Amazônia, que mata indígena e quilombola, que trata com desdém o povo nordestino. As referências de Bolsonaro ao Nordeste (que não elegeu ele) são indignas de um chefe de Estado", afirma.

Na avaliação de Boulos, a eleição municipal deste ano será um teste para medir a força de Bolsonaro.

"Acho que vai ser eleição mais nacionalizada dos últimos tempos. Até pelo clima de conflito a toda hora que ele produz no Brasil. Vai fazer com que seja uma espécie de plebiscito em relação ao bolsonarismo”, declarou.

Para ele, o maior desafio dos partidos de oposição a Bolsonaro é derrotar a agenda do presidente.

“Porque se ele ganha nas grandes cidades e capitais, isso vai significar uma alavancada, uma espécie de sinal verde, para avançar ainda mais no processo de destruição da democracia e dos direitos", justificou.

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