Exportações baianas têm recuo de 3,8% em janeiro

A redução das vendas externas em janeiro ocorreu principalmente pela queda de 65,4 milhões de dólares na comercialização de soja e derivados (-61,9%) ou o correspondente a 157,7 mil toneladas - queda de 56,1%


Tribuna da Bahia, Salvador
06/02/2020 14:06 | Atualizado há 13 dias, 20 horas e 22 minutos

   
Foto: Reprodução / Google fotos

No primeiro mês do ano, as exportações baianas caíram 3,8% comparadas a igual mês do ano passado, atingindo US$ 635,8 milhões. A queda reflete ainda o cenário de desaceleração da economia global, mesmo com as perspectivas de pequena recuperação no decorrer de 2020. O efeito do acordo entre China e Estados Unidos também contribuiu para a redução, com decréscimo nos preços da soja, já que o país asiático deve priorizar a compra de grãos produzidos pelos americanos. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan).

A redução das vendas externas em janeiro ocorreu principalmente pela queda de 65,4 milhões de dólares na comercialização de soja e derivados (-61,9%) ou o correspondente a 157,7 mil toneladas - queda de 56,1%. Principal item da pauta de exportação do estado, a colheita de soja está atrasada neste ano e os embarques para a China, que já vinham em queda, devido à peste suína, tiveram redução de 92% em janeiro. 

Mesmo com queda nos preços (em média de 10% em relação ao mesmo mês de 2018), os derivados de petróleo tiveram crescimento de 9,9% por conta do aumento dos embarques em 22%.  Num ambiente de fraca demanda mundial e cotações em baixa, também pesaram na conta o recuo nas vendas de celulose e papel em 15,6% e de produtos metalúrgicos (-62,2%), em função dos baixos preços praticados e menores volumes embarcados. 

Nas importações, a queda no mês passado foi mais acentuada (-35,6%) alcançando US$ 386,8 milhões. Houve redução generalizada em todas as categorias, com destaque para os combustíveis (-50,2%) e bens intermediários (-35,6%) e que representam mais de 85% das compras externas do estado.

Apesar da previsão de alta ao longo do ano, em função de uma maior retomada da atividade econômica, há ainda dúvida sobre o patamar de crescimento, principalmente na região. A incerteza surge porque a indústria baiana não apresenta cenários de reação mais consistentes, além de questões pendentes (venda da RLAM, Braskem e retomada da Fafen), sem falar na recuperação do emprego que ainda é relativa. Outra variável que não estimula o crescimento das importações no curto prazo é o câmbio, que por enquanto, não é favorável.

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