Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 12/02

Sem perder cadeira de professor para um robô, Guilherme Marback Neto atualiza educação futurista


Tribuna da Bahia, Salvador
12/02/2020 11:13 | Atualizado há 7 dias, 21 horas e 47 minutos

   
Foto: Reprodução

Os experts em educação futurista juram que os professores saem da sala de aula, num tempo curtíssimo, e no lugar dele os robôs sentam nas mesas, a partir de 2027. A tese que é defenda, por exemplo, por Sir Anthony Seldon, que além de expert em educação é o vice-chanceler da “Universidade de Buckingham” não deve valer para bambambãs do ensino em Salvador, como Guilherme Marback Neto (foto). Ele é o reitor da “Unijorge” e está em São Paulo representando a universidade vanguardista no “EdTechConference 2020”.

O evento sobre tendências para o futuro da educação fala muito além dos robôs que causam noites mal dormidas para os professores. Nas plenárias, abordagens realistas sobre, por exemplo, a constatação de que os alunos mudaram. Qualquer pirralho, daqueles que nasceram com um celular na mão, sabe de cor o fascínio de gadgets e novos dispositivos que surgem num piscar de olhos, enquanto o modelo de educação padrão ainda é o mesmo há mais de 100 anos.

Brasília conhece estilo Irmã Dulce, jeito baiano de ser santa sem esquecer-se de ser gente

O escritor paulistano Graciliano Ramos fez pesquisa durante oito anos, em três países, sobre a vida e o perfil da baiana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, e pode mais uma vez levar as mãos para os céus pelo resultado. O livro "Irmã Dulce, a Santa dos Pobres" que ele já lançou em várias cidades, e tem hoje, noite de autógrafos na “Livraria Saraiva” do “Brasília Shopping”, na capital do país, conta como é possível ser santa e não se afastar do estilo humano de existir.

Até os momentos de humor ligados à primeira santa nascida no Brasil, são especiais na publicação. Ela chamava de esqueleto a uma funcionaria gordinha a quem adorava. E vice versa. Talento artístico, nem se fala. Mandava ver no acordeón quando visitava um orfanato ligado às obras sociais. Mas nesta festa tem uma lição especial, que até aprece sob encomenda. E o relato do perfil diplomático de Santa Dulce, mestre em lidar com os poderosos de plantão. Principalmente com o perfil humanitário de todos eles.

Noites da Mídia Ninja em Salvador terminam com samba no pé

Nem tudo é protesto e rebeldia política na “Casa Ninja Bahia”, o endereço em Salvador da “Mídia Ninja”’, aquela rede de jornalismo independente e de ultra esquerda que ganhou fama internacional com a cobertura lacrante dos protestos de rua em 2013. A agenda da terça feira, por exemplo, foi de samba autêntico e tradicional. A carioca Tereza Cristina, estrela da apoteose do desfile da “Banda de Ipanema”, no Rio de Janeiro, no final de semana, veio a Salvador como convidada especial.

A sambista que já fez turnê internacional com o baiano Caetano Veloso, padrinho artístico dela, foi escalada para dividir a noite com o sambista Nelson Rufino. Mora no Rio e todo mundo pensa que ele é carioca, mas na verdade o autor de “Alerta Mocidade” começou a fazer samba enredo na “Escola de Samba Filhos do Tororó”, do centro de Salvador onde nasceu. Foi Caetano Veloso quem anunciou, ontem, o show dos dois nas redes sociais.

A primeira escola de arte ninguém esquece e relembra seus ícones

O artista plástico Jordan Martins é britânico de Devon, condado perto da Cornualha, e apesar do sucesso internacional não esquece da cena artsy baiana, onde fez estudos de mestrado em arte. O artista tem a exposição “Bamboozle” com pinturas e colagens programada para a “Ralph Arnold Gallery” da “Loyola University” de New Orleans, com vernissage na quinta, 20, mas ainda tem tempo de folga para rever amigos e principalmente o palacete do Canela, centro de Salvador, onde estudou há quase quinze anos e onde funciona a centenária “Escola de Belas Artes”. Postou nas redes sociais fotos percorrendo os ambientes e reproduzindo a imagem do mestre, Juarez Paraíso, com quem estudou.

Nova York reinventa a sua semana de moda, a mais instigante do mundo, com talento baiano

O mudo fashion que é sempre muito otimista, estranhamente falou horrores sobre “New York Fashion Week”, considerada a semana de moda mais vanguardista do mundo. Havia previsão de ser esvaziada, mas o que se vê é outra coisa. Prestigio de grandes marca e, coisa boa, brilho para a baiana Samile Bermannelli, que desfilou anteontem para lançamento de outono 2020 da marca do designer texano Brandon Maxwell. Ele é criador da linha de luxo do seu prêt-à-porter homônimo e fez o desfile show que aconteceu no inacreditável Museu Americano de História Natural, que é o maior museu de história natural do mundo, com mais de 150 anos de funcionamento.

Brandon Maxwll é considerado um dos estilistas queridinhos da ala de luxo do show business americano e os desfiles dele sempre uma apoteose em animação. Além da baiana Samile, o desfile contou com supermodelos como a norte-americana Bella Hadid. Todo mundo desfilando sobe os aplausos de Gabi Butler e Lexis Brumback, duas líderes de torcida do time do “Navarro College”, provocando um arerê e tanto na festa.

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