Posto em Salvador vai vender gasolina mais barata nesta quinta-feira

Em uma ação para mostrar à sociedade que é possível vender o litro da gasolina a um preço mais justo, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia, vai comercializar o produto a um preço mais barato do que o atual praticado pelos postos de Salvador


Tribuna da Bahia, Salvador
13/02/2020 06:40 | Atualizado há 7 dias, 1 hora e 6 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Yuri Abreu


Em uma ação para mostrar à sociedade que é possível vender o litro da gasolina a um preço mais justo, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), vai comercializar, nesta quinta-feira, 13, o produto a um preço mais barato do que atualmente é praticado pelos postos do município de Salvador. A média do valor, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), está em R$ 4,52/litro, na capital baiana.

De acordo com a agremiação, será custeado o valor de R$ 1 por litro da gasolina, que será vendida, a partir das 10h, por R$ 3,50/litro, em um posto da bandeira BR na Avenida Vasco da Gama, antes do cruzamento com a Avenida Garibaldi. Ao todo, serão distribuídos quatro mil litros de gasolina, com a promoção sendo aplicada aos 133 primeiros motoristas que chegarem ao local e abastecerem o seu veículo com 30 litros do combustível. Desta forma, segundo o Sindipetro-BA, o consumidor fará uma economia de R$ 30.

Ao contrário do que acontece atualmente, quando o valor do litro da gasolina é determinado pelo preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, o movimento quer mostrar que é possível vender o produto, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos federal e do estado (ICMS).

Conforme o Sindicato, o valor de R$ 3,50 é o preço justo a ser aplicado. “Para que isto aconteça basta que a Petrobras mude a sua política de preços, adotada desde 2016, e deixe de levar em consideração na composição do preço da gasolina nas refinarias, a variação do dólar e o preço internacional do barril do petróleo. O problema é que a Petrobras não leva em consideração na composição do preço da gasolina os custos de produção que são em real, como qualquer outro produto nacional que é vendido no país”, afirmou o coordenador do Sindipetro-BA, Jairo Batista.

ELEVAÇÃO

Porém, o sindicato estima que, com a venda das refinarias – política que vem sendo adotada pela Petrobrás –, os preços dos derivados de petróleo acabem aumentando ainda mais. “Com a privatização das refinarias a situação tende a piorar. Muita gente não vai poder comprar o botijão de gás e quem tem carro vai ter de vender ou deixar na garagem”, disse Batista.

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