Varejo baiano tem melhor dezembro em 5 anos e supera a média nacional

Após quatro quedas seguidas varejo baiano fechou bem em 2019


Tribuna da Bahia, Salvador
13/02/2020 06:40 | Atualizado há 7 dias, 50 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Lício Ferreira


Após quatro quedas seguidas, o varejo baiano obteve o melhor dezembro em cinco anos e fechou 2019 com primeiro resultado positivo (+2,1%). De novembro a dezembro, do ano passado, as vendas do comércio avançaram 1,3% na Bahia e o aumento foi de 7,4% na comparação com dezembro de 2018. Ambos os resultados foram melhores do que a média nacional (-0,1% e 2,6%, respectivamente).

Esses dados foram apresentados, nesta quarta-feira 12, pela Unidade Estadual da Bahia e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, segundo a supervisora de Divulgação jornalista Mariana Viveiros, o bom desempenho de dezembro ajudou o varejo baiano a fechar 2019 com alta de 2,1% no volume de vendas. “Foi o primeiro resultado anual positivo para o setor, desde 2014 (quando havia sido registrado um aumento de 4,6%). No ano, o varejo baiano também cresceu mais que o do Brasil como um todo (1,8%)”, ressaltou.

CRESCIMENTO

Conforme dados do IBGE, na Bahia, as vendas de móveis e eletrodomésticos (8,7%) e de combustíveis (6,0%) foram as que mais cresceram e puxaram o resultado positivo do comércio em 2019. “No ano passado, no estado, as vendas recuaram apenas nos segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (-45,4%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-15,8%). Em 2019, as altas nas vendas de veículos (1,6%) e material de construção (0,6%) levaram o varejo ampliado da Bahia a crescer 1,8%, o melhor resultado desde 2012”, assegura Mariana Viveiros.

A supervisora estadual de Divulgação do IBGE acrescenta: “Em dezembro de 2019, as vendas do varejo na Bahia cresceram 1,3% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (que desconsidera, por exemplo, o Natal), após o aumento de 3,5% que já havia sido registrado na passagem de outubro para novembro. No país, como um todo, de novembro para dezembro, o varejo apresentou variação negativa (-0,1%), com 18 dos 27 estados mostrando quedas nas vendas. O resultado da Bahia foi o quarto melhor. Rio Grande do Sul (3,5%) e Amapá (2,0%) lideraram nos avanços; enquanto Rondônia (-9,5%) e Roraima (-13,8%) tiveram os piores desempenhos”, esclarece

DESEMPENHO

Mariana Viveiros diz, ainda, que frente ao mesmo mês de 2018, em dezembro/19 as vendas na Bahia também cresceram (7,4%). “Nessa comparação, o desempenho do varejo no estado foi bem superior à média nacional (2,6%) e acompanhou os resultados positivos registrados em 18 dos 27 estados. Amapá (38,7%) e Paraíba (10,0%) tiveram os maiores crescimentos, enquanto Paraná (-2,8%) e Rondônia (-6,8%) tiveram as quedas mais acentuadas”, registra.

No ano, o varejo baiano cresceu um pouco mais que a média do país (1,8%). Apenas sete estados registraram recuos nas vendas do comércio em 2019. Amapá (16,6%) e Santa Catarina (8,6%) apresentaram os melhores desempenhos no acumulado ano; Alagoas (-2,4%) e Piauí (-6,0%) registraram as maiores quedas. Vendas de móveis e eletrodomésticos (8,7%) e combustíveis (6,0%) são as que mais crescem e puxam resultado positivo do varejo baiano em 2019

SEGMENTO

O segmento de móveis e eletrodomésticos apresentou o terceiro crescimento anual consecutivo. Como ocorreu nos anos anteriores, o desempenho positivo foi liderado pelas vendas de eletrodomésticos (10,3%), enquanto as de móveis cresceram menos (4,9%). Já as vendas de combustíveis voltaram a avançar após quatro anos seguidos em queda, nos quais o segmento havia sido uma das principais influências negativas para o varejo baiano em geral.

“No outro extremo, os importantes recuos nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-45,4%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-15,8%) puxaram as vendas do comércio para baixo, impedindo um desempenho melhor do setor como um todo em 2019, no estado. As vendas do segmento de livros mostraram o segundo ano de quedas consecutivas, com aceleração no ritmo de recuo em relação a 2018, quando haviam caído 15,2% “ sinaliza Mariana Viveiros.

Já os equipamentos de informática tiveram o primeiro resultado negativo, depois de dois anos de variações positivas. Ambas as atividades viram suas vendas caírem com força (quedas de dois dígitos) em todos os meses de 2019. As vendas de veículos, motocicletas, partes e peças (1,6%) cresceram pelo terceiro ano consecutivo, enquanto as de material de construção (0,6%) voltaram a apresentar variação positiva após terem recuado em 2018 (-0,6%).erreira

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