Presidente da Amab defende melhor relação com a imprensa

A juíza Nartir Dantas Weber, foi recebida pelo presidente da Tribuna da Bahia Walter Pinheiro


Tribuna da Bahia, Salvador
13/02/2020 10:43 | Atualizado há 6 dias, 21 horas e 8 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Rayllanna Lima


Melhorar a interlocução com a imprensa para esclarecer à sociedade os serviços realizados pelo Judiciário baiano. Este é um dos objetivos da presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), juíza Nartir Dantas Weber, que tomou posse no início deste mês. Ela retorna ao comando da entidade sete anos após o seu último mandato, que ocorreu entre os anos de 2010 e 2014. Em visita à Tribuna da Bahia, onde foi recebida pelo presidente Walter Pinheiro, a magistrada sobre os avanços conquistas e o que ainda precisa ser feito.

"Estou renovada. Vim para lutar pela magistratura e espero ter um bom diálogo com a imprensa, que é importante", afirmou. Sobre os avanços analisados nas últimas gestões, ela pontuou aspectos tecnológicos e criação de novos serviços que contribuíram a celeridade na resolução dos litígios, a exemplo dos Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos, popularmente conhecido como Balcão de Justiça.

"Por outro lado, as demandas cresceram, porque a população cresce. Temos hoje em Salvador quatro varas de violência doméstica, que recebem média de 500 processos mês. Fica difícil a gente dar conta de tanta demanda. Temos uma deficiência de 150 juízes no primeiro grau. Isso precisa ser reparado. Mas houve mudança significativa na implantação de sistemas. Processos que antes eram físicos, hoje temos a digitalização de vários processos. Juízes podem trabalhar pelos sistemas, sem necessariamente se deslocar para a comarca. O TJ evoluiu", disse.

Ela lembrou que as demandas, nestes dez anos, aumentaram, sobretudo com o crescimento do litígio, mas que o Tribunal da Bahia também tem evoluído, tendo saído dos últimos lugares para a terceira posição em produtividade no país. A presidente afirmou que o Judiciário baiano é merecedor do respeito e do respaldo da sociedade. “O juiz, como qualquer cidadão, não está acima da lei, mas é importante lembrar que todos são inocentes até prova em contrário”, declarou.

Operação Faroeste

Durante a visita, a presidente da Amab também comentou sobre o desgaste da imagem do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), devido a desdobramentos da Operação Faroeste, da Polícia Federal, que investiga juízes e desembargadores acusados de integrar esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais no estado.

Ela informou que vai pedir a celeridade dos julgamentos para "ver até onde vai a responsabilidade" dos acusados. "Todo mundo deve ser considerado inocente até que se prove o contrário. Isso é o que diz a Constituição. Até que se julgue, o trabalho da associação e do Tribunal é mostrar que continuamos trabalhamos da mesma fora que sempre trabalhamos, como pessoas dignas. Mostrar à sociedade que continuamos merecedores da credibilidade, julgando os processos com muito cuidado. Porque se hoje você fizer uma decisão que contrarie uma pessoa, ela vai dizer 'esse desembargador, esse juiz, é corrupto, porque são todos corruptos'. Não vamos generalizar. Falei para os colegas que julguemos com honestidade, com seriedade. A gente mostrar a sociedade que continua trabalhando e que o erro de um e de outro não vai alcançar o Tribunal como um todo. O juiz e nem ninguém está acima da lei. Se existem indícios de práticas ilegais, eles devem ser processados e julgados. Quem errar, que responda pelo seu erro", concluiu Nartir Dantas Weber.

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