“O PSOL, de Freixo/Glauber, foi contra criminalizar as milícias”, contra-ataca Moro

Sergio Moro atribuiu ao PSOL uma estratégia contra a criminalização das milícias


Tribuna da Bahia, Salvador
14/02/2020 06:40 | Atualizado há 6 dias, 1 hora e 33 minutos

   
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Um dia depois de ir à Câmara defender a aprovação da PEC 199/2019, que restabelece a prisão após condenação criminal em segunda instância – medida enterrada pelo Supremo em novembro -, o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) partiu para o confronto com oposicionistas do governo Bolsonaro. Moro atribuiu ao PSOL uma estratégia contra a criminalização das milícias.

“Não gosto deste jogo político. Mas verdades precisam ser ditas. No projeto de lei anti crime propusemos que milícias fossem qualificadas expressamente como organizações criminosas. Propusemos várias outras medidas contra crime organizado. O PSOL,de Freixo/Glauber,foi contra todas elas”, escreveu o ministro em sua página no Twitter.

“Enquanto seu chefe elogiava as milícias eu fiz uma CPI p/ enfrentá-las. Milícia só foi tipificada como crime por causa da CPI. Você mente p/ tentar tirar o foco da relação do seu patrão com milicianos. Faz isso não que é feio….Você é ministro e deveria se comportar como tal”, disse Freixo, em suas redes.

Na quarta, 12, depois da audiência na Câmara, Moro escreveu a seus 2 milhões de seguidores no Twitter. “Fui à comissão especial da Câmara dos Deputados defender a aprovação da PEC 199/2019 que restabelece a prisão após condenação criminal em segunda instância, essencial para a redução da impunidade e da criminalidade. Uma boa causa é uma causa de todos.”

Depois da audiência, quem recorreu ao Twitter, foi o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência.

Heleno demonstrava indignação com o tratamento dado a Moro. “Assisti o lamentável diálogo entre o Min Sérgio Moro e o Dep Glauber Braga (PSOL). Ficaram evidentes a competência e educação do qualificado Moro diante do destempero do qualificado(?) parlamentar. A casa dos representantes do povo ñ deveria ser palco de episódios dessa natureza.”

Em seguida, o próprio Moro tuitou. “Sou do tempo em que chamavam-se as pessoas de senhor e senhora e os erros dos outros de equívocos. Usava-se muito por favor ou por gentileza nas frases. Alguns infelizmente, ainda bem que de deputados a absoluta minoria, perderam muito da urbanidade. Grato pela solidariedade Ministro.”


O Estado de S. Paulo

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