Mergulhadores recolhem calcinhas e vibradores do fundo do mar

Entre as dezenas de toneladas de lixo recolhidas despontam, ainda, 300 pneus de carros; milhares de canudos de plásticos e palitos de madeira utilizados na venda de queijo coalho além de latas de conservas de todos os tipos


Tribuna da Bahia, Salvador
27/02/2020 06:40 | Atualizado há 3 dias, 5 horas e 34 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Lício Ferreira


Parece até mentira ou uma criação surrealista. Mas, resgatar ou fundo do mar calcinhas, cuecas, vibradores e relógios de pulso são coisas mais inusitadas, que fundam baianos - que integram o projeto "Fundo Folia" -, já usam nos últimos dez anos de atividades, desde que a vasculhar, de forma voluntária, como praias do Parque Marinho, entre o Forte de Santa Maria e o Farol da Barra.

Entre as dezenas de toneladas de lixo coletado despontam, ainda, 300 pneus de carros; milhares de canudos de plástico e palitos de madeira usados ​​na venda de queijo coalho; além de latas de conservas de todos os tipos e tamanhos. “Sempre, depois do Carnaval, na Quarta Feira de Cinzas, realizamos nossa ação mais midiática. Entretanto, durante todo o ano, estamos colaborando na limpeza dessas praias da Barra para oferecer aos banhistas e aos visitantes, locais sempre agradáveis ​​e armazenados, como todos nós merecemos ”, diz o coordenador do grupo, Bernardo Mussi.

QUINTA AÇÃO DO ANO

Nesta quarta-feira 26, o grupo realizou sua operação no ano, ao lado do Forte Santa Maria. De acordo com Bernardo Mussi, o mergulho começou às seis horas da manhã e terminou às dez horas, na Prainha do Farol, onde cerca de 30 aulas expuseram o material coletado. Encontre Bernardo e amigos, caminhe pelo trecho do Hospital Espanhol. “A nossa ideia é chamar a atenção da população para os efeitos danosos no lixo marinho. Daí que realizamos, essas e outras ações - durante todo o ano -, com tanto respeito e seriedade ”, relatou.

De forma emocionante ou ritmo das atividades do projeto “Fundo Folia” nos últimos anos. “Nascemos no Carnaval de 2010 e em 2017 realizamos 42 ações de limpeza no mar da Barra; em 2018 foram 40 ações; e, já no ano passado (2019), atingindo 30 ações ”. Participe do grupo de trabalho que cerca de 200 pessoas, que estão usando o WhatsApp, sendo 95% delas. Para um dos voluntários do grupo, Paulo Muller, que descobriu o próximo Porto da Barra, um projeto grandioso do “Fundo Folia” está na união e na solidariedade de todos. “Se, por favor, um mergulhador não tem o pé de pato 'para mergulhar; o outro, gentilmente, ceder o equipamento para que o mergulho aconteça ”, comentou.

A principal observação de que os mergulhadores baianos fazem o público é de que o mar não é depósito de lixo. “As pessoas precisam ficar atentas à preservação da natureza. Precisamos pensar em nossos filhos e netos. O Planeta Terra está sempre disponível para receber todo o mundo de braços abertos. Será que não existe, da nossa parte, nenhuma preocupação em deixar um bom legado para o futuro? Nós, vamos passar rápido por aqui. O nosso tempo já está definido. Contudo, o mundo continuará existindo, se Deus quiser! "

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