Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 21/03

Tem open house do show business, com Daniela Mercury, Majur e Maria Gadu, abrindo as casas e animando quarentena


Tribuna da Bahia, Salvador
21/03/2020 12:16 | Atualizado há 18 dias, 13 horas e 4 minutos

   
Foto: Reprodução

A criatividade dos portugueses com o “Festival Eu Fico em Casa” repercute no Brasil com o “Festival Fico em Casa” que traz animação e cultura para quem está de quarentena. São dois dias de shows singulares, na terça e quarta, 24 e 25, feitos com mais de setenta artistas como as baianas Daniela Mercury ( foto) e Majur, ou a paulista Maria Gadu. Os shows são acessados nas redes sócias e aplicativos tipo “Instagram” e “Face Book”.

O que tem de singular é que as apresentações são gravadas livremente onde o artista estiver. Pode ser realmente em casa, ou nos estúdios. “Em 24 horas mais de 20 mil pessoas aderiram à essa onda coletiva de cuidado e solidariedade. A próxima semana será de quarentena com cultura. Vamos fazer esse movimento crescer ainda mais! Serão 76 artistas em mais de 40 horas de programação só nesta primeira edição. em casa” avisam os organizadores pelas redes sociais.

O evento faz um paralelo em relação ao conceito “Open house”, ou casa aberta em Português, que sempre movimentou o high society no Brasil e no exterior. No primeiro caso, uma festa animada sem convite formal para participar. Nesta versão cultural, casas também animadas e solidariedade para os que estão em quarentena.

O chinês Ai Weiwei causa polêmica mostrando a devastação do coronavirus na Itália

Sensação na cena artsy internacional como artista genial e ativista perseguido em seu país de nascimento, o chinês Ai Weiwei está na fronteira do conceito de gênio e de vilão. Tudo porque esta semana transformou em arte seqüenciada as notícias sobre morte e sepultamento de vitimas do coronavirus na Itália. A reação é uma enorme polêmica entre os que defendem a postura como arte, e os que acham desrespeito a uma tragédia.

Ai Weiwei ganhou prestigio internacional quando assinou o projeto do estádio “Ninho de Pássaros” para as Olimpíadas de Pequim, em 2008. Logo em seguida caiu em desgraça para o governo chinês pelo conteúdo de suas exposições no país, e teve de se exilar na Alemanha. Em 2018 desembarcou no sul da Bahia para coordenar a produção de modelagem de peças com resina, figuras humanas e árvores, para a gigante e fantástica exposição “Ai Weiwei Raiz” que foi exibida em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Lívia Nery confirma show no “Zona Mundi” com a renascença cultural

Queridinha da nova vanguarda musical urbana de Salvador, Livia Nery orienta sua turma enorme de fãs sobre a renascença do planeta artsy, previsto para o segundo semestre. Foi com um aviso sobre a nova data do festival “Zona Mundi circuito eletrônico” que aconteceria em março, no “Solar da Unhão” de Salvador, e agora fica marcado para os dias oito e nove de agosto, no mesmo local. “Quem já ia, considere manter seus ingressos para a nova data, isso é muito importante para todos profissionais envolvidos” avalia.

Além de Lívia Nery, o “Zona Mundi” tem participação inovadora também com o “My Opera ACT”, uma nova linguagem artística que combina musica e cinema. Mostra a chegada da antropóloga My, ao Brasil, mais exatamente em Salvador, para desenvolver uma teoria sobre o efeito da economia do endinheirado primeiro mundo no ambiente caótico do mundo subdesenvolvido. Tem pegada de direitos humanos na história.

João Milet em alta na cena indie da produção independente

Filho de artistas ligados ao teatro, o criativo fotógrafo e músico João Milet Meirelles consolidou o seu talento ao lançar nos palcos de Salvador, no final do ano o seu projeto “Sonar Atmosfera”, feito em parceria com o gringo talentoso Thomas Simon. Agora é justamente o músico Thomas Simon quem avisa ao parceiro baiano sobre a chegada do trabalho, em gravação física, no exterior. “Enquanto estou me estabelecendo nessa nova realidade louca, recebi o novo álbum “Sonaratmosfera” da fábrica. Ele estará à venda e será transmitido o mais rápido possível nas lojas americanas . Obrigado pela incrível arte”, publicou nas redes sociais esta semana.

Quanto aos artists da família de João, vele lembrar que o artista é filho de Maria Eugenia Millet e Marcio Meirelles, que são referencia para o novo teatro baiano.

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas