Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 24/03

Num piscar de olhos a “Galeria RV” faz migração de exposição do salão para cena artsy digital


Tribuna da Bahia, Salvador
24/03/2020 07:00 | Atualizado há 15 dias, 18 horas e 22 minutos

   
Foto: Reprodução

A galeria “RV Cultura e Arte”, do Rio Vermelho, foi rápida ao fazer a migração artsy das peças programadas para o espaço físico em direção ao mundo digital. A exposição “Horizonte de Eventos”, da artista baiana Vânia Medeiros (foto), estava programada para abrir na sexta, 20, e foi cancelada um dia antes seguindo a recomendação do “Ministério da Saúde” para combater a pandemia de coronavirus com a restrição de pessoas em ambientes públicos. Bastou o final de semana e, ontem, a direção da instituição vanguardista já anunciava a adaptação. “Começando a nossa cobertura online de Horizonte de eventos”, publicou no aplicativo “Instagram”.

A escolha da “RV Cultura e Arte” por exposição de Vania Medeiros não é pouca coisa. A artista que já expôs no local, em 2017, com “Atlântida”, teve mostra também na paulistana “Galeria Leme”, em 2018; e ainda foi incluída na “36º Panorama da Arte Brasileira: Sertão”, com curadoria de Júlia Rebouças, também em São Paulo. Vânia foi indicada em 2017 e 2018 ao “Prêmio Select de Arte e Educação”, e mostrou prestigio internacional com entrevista especial na “CHeek Magazine” de Paris, a revista que é referencia para a chamada “Geração Y” feminina.

A dinastia Marques faz “Carnaval em casa” com Bell, Pipo e Rafa cantando

Agora é uma questão de criatividade, sem dispensar o talento artístico, para fazer valer a pena criar apresentações domésticas, pelos grandes artistas, e exibir depois na internet, principalmente em redes sociais mais chegadas ao grande publico. A surpresa fica para o “Carnaval em Casa”, exibido hoje, às 7h da noite, pelo cantor Bell Marques, ao lado dos filhos Rafa Marques e Pipo Marques.

É uma surpresa, mas vale repetir que a novidade foi criada em Portugal, como Boa Terra noticiou, com o show “Eu fico em Casa” que tem versão brasileira com exibição de mais de setenta artistas, a partir de hoje também.

Roteiro para ouvir de graça a “Berliner Philharmoniker”, a orquestra orgulho da Alemanha

Ponto de encontro para a intelectualidade e tribos cool da cidade, o “Goethe Intitute Salvador” fecha o acesso ao seu palacete sede, no Corredor da Vitoria. Durante duas semanas nada de aula presencial de alemão, nada de papo no charmoso “Haus Kaffee” e nada de filmes de vanguarda. “Vamos mapear e compartilhar dicas para fazer estes dias serem mais leves” avisa a mensagem nas redes sócias.

O conteúdo artístico digital é para amenizar este período de reclusão” diz o texto. “Nós também daremos nossa colaboração” enfatiza sobre dicas como o acesso gratuito aos arquivos da fabulosa “Berliner Philharmoniker”. É a secular orquestra criada no século XIX, considerada o orgulho da cultura alemã e uma das mais prestigiadas do mundo. Todo material é disponibilizado com cobrança de taxa. Mas neste período de confinamento por causa da pandemia de coronavírus, o acesso fica gratuito.

A apoteose do “Maracatu” na cena virtual do “Museu Afro Brasil”

Fica para o baiano Emanoel Araujo o mérito da criação de uma dos mais singulares mostras virtuais que o trade cultural se empenha em fazer no Brasil, seguindo uma tendência mundial de criar motivos para amenizar o período de quarentena provocado pela pandemia de coronavirus. “Dando início a nossa programação especial de postagens para este período de quarentena, convidamos você para um passeio pela exposição online O Maracatu e o Guerreiro de Alagoas: festividades afro-brasileiras”, propôs ontem ao iniciar projeto desenvolvido pela “Google Arts & Cuture”.

A apoteose de imagens de personagens vestidos com roupas suntuosas, coloridas e criativas é descrita como criação negra pernambucana. O maracatu, com suas levadas do gonguê, a batida marcante da zabumba, o gemido da cuíca, o chacoalho do ganzá, o movimento ritmado dos corpos em sublime elevação e brincadeira é uma das mais coloridas festividades carnavalescas do país”. elogia. A origem da arte é antiga. “Sua origem remonta à coroação dos “reis negros” prontamente imbricada na festa católica da Nossa Senhora do Rosário, sem ocultar, entretanto a intimidade de muitos dos participantes do maracatu na religiosidade propriamente afro-brasileira”.

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