Rui Costa e aliados reagem a pronunciamento de Bolsonaro

O governador da Bahia Rui Costa (PT) reagiu contra o pronunciamento em rede nacional do presidente Jair Bolsonar


Tribuna da Bahia, Salvador
26/03/2020 06:30 | Atualizado há 13 dias, 18 horas e 54 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Henrique Brinco


O governador da Bahia Rui Costa (PT) reagiu contra o pronunciamento em rede nacional do presidente Jair Bolsonaro. O gestor federal defendeu que os brasileiros voltem à normalidade, ignorando as recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde para que as pessoas fiquem em casa no combate ao novo coronavírus, ao qual o classificou como uma "gripezinha". Segundo o governador baiano, o chefe do Planalto ainda sustenta um "discurso vazio e delírios".

“Não é 'gripezinha'. Vou continuar trabalhando em defesa da vida. Olhar nos olhos das pessoas e dizer: estamos numa guerra. ACORDA. Temos que vencê-la. Chega de discurso vazio e delírios. Vamos trabalhar mais e mais. Responsabilidade. Todos contra o coronavírus. #FiqueEmCasa”, escreveu o governador no Twitter.

Além de Rui, secretários de Saúde dos estados do Nordeste repudiaram as declarações de Bolsonaro. Eles divulgaram um comunicado em que afirmam estar estarrecidos com o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, transmitido para todo o Brasil. Na avaliação deles, Bolsonaro “desfaz todo o esforço e nega todas as recomendações para combate à pandemia de coronavírus”. O grupo destaca que não tem como objetivo politizar o problema, pois já tem inúmeras dificuldades para enfrentar. Os secretários acreditam que a posição do Ministério da Saúde é diferente da exposta pelo presidente da República, que pediu à população para voltar à normalidade mesmo diante da crise na saúde causada pelo coronavírus.

Os gestores estaduais de saúde lembraram que ‘os graves desencontros entre o pronunciamento do presidente e as diretrizes cotidianas do Ministério da Saúde atrapalham todo o país’. “Vamos seguir tocando nossas vidas com decisões baseadas em evidências científicas, seguindo exemplos bem sucedidos ao redor do mundo”, alfinetou o grupo que faz parte do Consórcio do Nordeste.

OUTROS ALIADOS

O senador Otto Alencar (PSD) avaliou que "a fala do presidente Jair Bolsonaro desautoriza a orientação médica e técnica do seu eficiente e competente ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Nesse momento, convivemos com uma doença de notória gravidade para idosos, mas que também mata pessoas jovens e de boa condição física". Ele também exaltou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que também condenou as falas de Bolsonaro. "O Brasil precisa de um grande estadista, não precisa de um herói que mostra apenas a virtude da coragem".

Angelo Coronel (PSD) seguiu na mesma linha. "Para combater a proliferação do coronavírus, os chefes de estado do mundo inteiro caminham na tentativa de blindar e salvar o seu povo enquanto Bolsonaro vai na direção contrária. Ele está brincando com a saúde do povo brasileiro", criticou. "Para combater a proliferação do coronavírus, os chefes de estado do mundo inteiro caminham na tentativa de blindar e salvar o seu povo enquanto Bolsonaro vai na direção contrária. Ele está brincando com a saúde do povo brasileiro".

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) foi mais incisiva e não mediu palavras. "Uma fala criminosa. Já são 46 mortes no país e até agora não temos um plano de governo pra enfrentar essa crise. Presidente genocida!", vociferou. Joseildo Ramos também: "O presidente Jair Bolsonaro convocou cadeia de rádio e TV para minimizar o #coronavírus, mentir para a nação, atacar a imprensa, propagar fake news e defender irresponsavelmente o retorno das aulas e da 'normalidade'. O presidente é um genocida".

Os pré-candidatos à prefeitura de Salvador também condenaram a atitude de Bolsonaro. "Irresponsável, não se preocupa com as pessoas e só pensa em salvar o seu lastimável governo em meio ao enfrentamento da maior pandemia do século", declarou Lídice da Mata (PSB). "É aterrador o fato do Presidente Jair Bolsonaro utilizar, nesse grave momento da vida, rede nacional de rádio e televisão para atacar a imprensa e voltar a chamar coronavírus de 'gripezinha'. Pronunciamento covarde é irresponsável", avaliou Bacelar.

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