Trump ataca a China e diz que a ONU precisa 'responsabilizar' o país

Presidente americano voltou a dizer que a OMS é controlada pela China e falar em 'vírus chinês'

Tribuna da Bahia, Salvador
22/09/2020 11:21 | Atualizado há 24 dias, 3 horas e 17 minutos

   
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a China pela forma como o país asiático gerenciou a crise de coronavírus em seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22), o primeiro após a fala de Jair Bolsonaro.

O americano voltou a chamar o Sars-Cov-2 de "vírus chinês".

"Nos primeiros dias do vírus, a China fechou-se para viagens domésticas, mas permitiu que as pessoas saíssem da China e infectassem o mundo", disse Trump. Em seguida, ele pediu para que a ONU responsabilize os chineses.

"O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde, que é controlada pela China, falsamente declararam que não havia evidência de transmissão entre humanos. Depois, afirmaram falsamente que as pessoas sem sintomas não poderiam espalhar a doença. A ONU precisa responsabilizar a China pelas suas ações."

Ele então comparou os dois países: "Os que atacam o bom histórico ambiental dos EUA e ignoram a poluição na China não estão interessados no ambiente. Eles só querem punir os EUA. E eu não vou tolerar isso".

Trump falou quais deveriam ser, na avaliação dele, as prioridades da ONU: "Se a ONU quiser ser uma organização eficiente, precisa focar nos problemas reais do mundo. Isso inclui terrorismo, a opressão de mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas e de pessoas, perseguição religiosa e limpeza étnica de minorias".

Ele afirmou que seu governo agiu para garantir liberdades religiosas, oportunidades para mulheres, a descriminalização da homossexualidade e proteger "crianças não-nascidas".

Acordos entre países do Oriente Médio

Ele citou os acordos que os EUA intermediaram entre Israel, os Emirados Árabes e o Bahrein. Segundo o presidente americano, outros países do Oriente Médio devem fazer comprometimentos semelhantes no futuro próximo.

Os líderes não estão pessoalmente presentes na sede. Eles enviaram vídeos gravados para serem exibidos no prédio da ONU, em Nova York, e transmitidos pela internet.

Essa pode ser a última vez que o americano se pronuncia no encontro do órgão, pois há eleições presidenciais nos Estados Unidos no dia 3 de novembro.

Disputa com a China

O presidente Donald Trump havia dito a jornalistas na segunda-feira que ele vai passar uma mensagem à China em seu discurso, mas ele não deu detalhes.

No começo da sua gestão, Trump chegou a receber o presidente Xi Jinping na Flórida, mas depois disso os dois líderes começaram a trocar palavras agressivas por causa de comércio internacional.

A administração americana tem atacado o Partido Comunista Chinês pela pandemia, por interferir em eleições, espionagem nos EUA e por influenciar outros países.

Sanções ao Irã

Na segunda-feira, Trump declarou que as sanções da ONU contra o Irã haviam sido reimpostas, mesmo que o resto do mundo tenha dito que isso são ilegais.

Ele assinou uma ordem executiva explicitando que os EUA vão impor sanções. "Minhas ações hoje enviam uma mensagem clara ao regime iraniano e aqueles na comunidade internacional que se recusam a enfrentar o Irã", disse ele.

Os EUA disseram que estavam impondo novamente as sanções ao Irã por não compactuar com o acordo nuclear entre Teerã e os poderes globais. Em 2018, no entanto, Trump retirou-se do acordo.

Poucos na ONU acreditam que os EUA têm justificativa legal para restabelecer sanções, uma vez que o país saiu do acordo. Os americanos respondem que são participantes originais e que ainda são membros do conselho.

Antes do discurso, a expectativa era de que Trump falasse sobre os acordos que os americanos intermediaram entre Israel, os Emirados Árabes e o Bahrain.

Além disso, esperava-se que o presidente americano fosse pressionar os países da Otan para que aumentassem as contribuições à organização.

Durante sua gestão, Trump já fez ataques a órgãos multilaterais. Após a pandemia de coronavírus, ele tirou o apoio financeiro da Organização Mundial da Saúde (OMS), um braço da ONU. Na época, ele argumentou que a China controlava a OMS.


G1

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