“Secretaria de Reparação de Salvador hoje é apenas simbólica”

Candidata do PCdoB à prefeitura de Salvador, Olívia Santana fez duras críticas à gestão do prefeito ACM Neto

Tribuna da Bahia, Salvador
26/10/2020 14:08 | Atualizado há 2 dias, 4 horas e 47 minutos

   
Foto: Divulgação

Por: Guilherme Reis - Editor de Políitca; Rodrigo Daniel Silva - Repórter e Paulo Roberto Sampaio - Diretor de Redação


Candidata do PCdoB à prefeitura de Salvador, Olívia Santana fez duas críticas à gestão do prefeito ACM Neto (DEM). Para ela, a cidade tem hoje “vários problemas” que não priorizados pela administração democrata. Em entrevista à Tribuna, a comunista aponta as carências na área de Saúde e Educação. Além disso, critica a atuação da Secretaria de Reparação da capital baiana. “Não passa de um símbolo que eles não têm coragem de acabar completamente. Não investem. Não fortalecem. Não dão condições da secretaria de funcionar. A política de reparação não tem que ser feita apenas pela Secretaria de Reparação. Tem que ser feita pelo conjunto do governo”, diz ela.

Olívia afirma ainda que acredita em um segundo turno no pleito. “Tenho certeza que o candidato da atual gestão não tem condições de resolver de matar essa eleição no primeiro turno. Não tem. É muito evidente que ele não ganhará no primeiro turno”, cutucou.

Tribuna – Como avalia a campanha deste ano que ocorre em meio à pandemia da Covid-19?

Olívia Santana – É uma eleição diferente de todas que nós já vivenciamos em função dos impactos da pandemia. Pandemia impactou o nosso modo de viver e também de fazer política. Por isso, nós temos feito uma campanha hibrida. Tem usado muito o espaço virtual, e ao mesmo tempo feito encontros presenciais pequenos, com lideranças. O contato físico é hoje reduzido em função das normas sanitárias que são necessárias serem preservadas. Então, nós estamos fazendo a campanha com menos contato físico do que nós fazíamos antes e usando máscara, álcool gel, tem todo um aparato que acaba não possibilitando aquele encontro físico pleno que a gente tinha antes. Mas, ao mesmo tempo, é buscando se adequar todas as candidaturas a esse desafio. Eu tenho feito isso, com carreatas, caminhadas poucas com pessoas.

Tribuna – As redes sociais têm sido boas ferramentas para ter o contato com o eleitor?

Olívia Santana – Acho que funciona sim. As redes sociais têm um impacto importante nessa mediação, aproximação das pessoas. E pode ser usadas para tantas coisas e têm que ser mais usada e melhor no campo da política, da campanha eleitoral. A gente tem usado bastantes. As minhas redes cresceram muito em adesão neste contato, levando as nossas propostas e ideias para o eleitorado. Agora, as redes sociais, as carreatas, essa campanha semipresencial é um modelo que nós temos adotado na nossa campanha. Entretanto, as entrevistas, o programa de televisão também cumprem papel fundamental. Por isso lamento muito que emissoras tenham cancelado os debates. Se o debate sempre foi importante porque mostra a diversidade de ideias, se apresentando e confronto de ideias para a democracia, essa ausência de debate não ajuda a democracia. Principalmente, agora em tempo de pandemia. Agora é que precisávamos de mais e mais debate porque os tempos de programa eleitoral são desiguais. O candidato da situação com um tempo gigante, mais de 4 minutos. A minha candidatura tem 1 minutos e 10. Então, o eleitor tem pouca oportunidade de conhecer de fato o contraditório, de uma maneira mais eficiente, porque os tempos são desiguais. Um tempo um feudo temporal, e outro tem muito pouco tempo para expor as ideias na televisão. É muito importante, em um cenário como esse, equilibrar com os debates. A Band fez isso, a TVE fez isso. Mas, infelizmente, outras emissoras, a exemplo da Record e TV Bahia, cancelaram os debates. Isso é muito ruim, não é bom para a democracia.

Tribuna – Quais as principais carências de Salvador que atual gestão não conseguiu resolver?

Olívia Santana – Existem vários problemas que a atual gestão não priorizou. Esse grupo político da atual gestão sempre esteve no poder, com raras exceções. É importante destacar isso. Não é uma coisa nova a atual gestão. A atual gestão é uma gestão de um grupo político que hegemoniza o poder desde que eu era criança salvo raros momentos. A desigualdade profunda que há em Salvador foi construída, e esse grupo político tem muita responsabilidade no que diz que respeito a produção e cristalização da desigualdade na cidade. Eu quero enfrentar isso. Eu quero fazer uma gestão que crie mais oportunidades para as pessoas. Eu quero de fato garantir investimentos que possam alterar as condições de vida da população de Salvador. Eu quero encarar a desigualdade e puxar para cima quem está embaixo para tentar produzir algum grau de equilíbrio social econômico. Para isso vai ser fundamental, considerando os efeitos da pandemia, nós já estarmos trabalhando em um plano emergencial de retomada econômica, com a criação imediata de um programa de microcrédito que injete recursos nos micro empreendimentos. Isso para que as pessoas empreendedoras tenham crédito para começar ou para recomeçar seus negócios, oxigenando essa base produtiva que não tem apoio da prefeitura. Nós vamos enfrentar também esse gargalo brutal que é a precarização do ambiente urbano. As favelas de Salvador são predominantes. A população habita – 56% – em bairros populares. E a prefeitura nunca teve um plano de enfrentamento a essa situação dos espaços precários.

Tribuna – Quais são as suas propostas para enfrentar essa desigualdade?

Olívia Santana – Vamos fazer o programa “Favela Importa” para captar recursos de emenda de bancadas, do BID, do Banco Mundial...para fazer investimentos concretos, reais nas favelas. Principalmente, nos pontos mais críticos da cidade. Vamos recuperar áreas verdes, fazer obras de saneamento, de infraestrutura, drenagem, limpeza, investir em uma política de educação ambiental. Temos que dar a população uma melhor condição de moradia e uma educação ambiental para toda a cidade para saber lidar melhor com o ambiente urbano. Não se pode apenas reclamar da natureza. É preciso saber qual é a responsabilidade que nós temos com o meio ambiente. É preciso ter uma política concreta de requalificação de ambientes degradados, com esse investimento a gente ajuda a oxigenar a economia. Não há retomada econômica sem investir. Vamos investir também em uma política municipal nova para a educação, com a criação de 16 creches que serão implantadas de maneira regionalizada. Vamos levar em conta Cajazeiras, o Subúrbio Ferroviário, distribuir bem esses equipamentos para garantir um acesso mais democrático e, principalmente, nos ambientes que mais precisam desses equipamentos. Não podemos esquecer o Subúrbio. Não podemos esquecer o Subúrbio é uma outra cidade, com uma profundidade de carência absurda. Nós temos que ter uma política de investimento para essa cidade, colocando o Subúrbio Digital que vamos fazer. Temos uma política voltada para inovação e vamos investir no Subúrbio para garantir que as pessoas tenham oportunidade. E, principalmente, a juventude. Oportunidade de aprendizado, de empreendedorismo, uma série de situações. O Centro de Digital vai dar uma inserção nas novas tecnologias. Estamos na era da inteligência artificial. E por que essa conquista tecnologia não chegou para a grande maioria da população que está na periferia da cidade? Nós temos compromisso de enfrentar essa desigualdade social

Tribuna – Houve avanço na educação municipal nos últimos oito anos, candidata?

Olívia Santana – Eu prefiro falar do que não enxergo na educação municipal. Eu quero dizer que, na condição de mulher, negra, que veio da periferia, me espanta e me espanta também não causar espanto de Salvador ter 450 mil pessoas, jovens e adultas, que nem sequer terminaram o ensino fundamental. Isso é naturalizado, tratado como se fosse normal. Além disso, nós temos 50 mil analfabetas em Salvador. São 500 mil pessoas nessa situação de exclusão educacional brutal, sem que nenhum programa de retomada da escola, de volta às aulas seja adotado no sentido de trazer as pessoas que querem uma nova chance. Precisam ter uma nova chance para elevar a sua condição de aprendizado, de acesso ao conhecimento, em pleno século 21. Essa situação de brutal exclusão educacional me espanta e que eu quero e vou fazer um programa municipal de volta às aulas. Será direcionado a jovens e adultos que não concluíram os seus estudos. Vamos conectar essas pessoas com uma nova proposta, com tecnologia, educação remota, com um currículo voltado para uma educação profissionalizante. Vamos fazer parceria com as universidades, institutos federais. Estão aí e como é que a prefeitura não faz nenhuma política voltada para incorporar essa contribuição dessas instituições? Por isso que a nossa juventude fica sendo tratada como um caso perdido, um caso de polícia, tomando porrada, sendo morta. Não se dá oportunidade, alternativa e se trata essa juventude como descartável. Estou aqui para enfrentar essa elite do atraso que trata o nosso povo como seres humanos que podem ser descartados. Eu quero trazer essas pessoas para oportunidades educacionais reais. As pessoas têm que se enxergar na produção de conhecimento, e consiga ter novas esperanças, renovar, estabeleça um projeto de vida muito melhor.

Tribuna – E o que pensa da saúde de Salvador?

Olívia Santana – Nós temos o compromisso de aumentar para 100% a cobertura da atenção básica da Saúde. É um absurdo que Salvador não tenha chegado a 100%. Nós temos que integrar a atenção básica ao sistema de saúde especializada. Por isso nós temos o compromisso de implementar o prontuário eletrônico para as pessoas ter atendimento marcado com especialista. Nós vamos acabar com essa situação indigna de as pessoas irem para o posto de saúde, e não saírem com sua consulta agendada para especialista. Eu quero dar uma tratamento mais digno para a população, e a nossa gestão será uma gestão de defesa do Sistema Único de Saúde, do SUS.

Tribuna – A desigualdade em Salvador tem cor e gênero? Como observa a política de reparação hoje de Salvador?

Olívia Santana – A Secretaria de Reparação hoje em dia não passa de um símbolo que eles não têm coragem de acabar completamente. Não investem. Não fortalecem. Não dão condições da secretaria de funcionar. A política de reparação não tem que ser feita apenas pela Secretaria de Reparação. Tem que ser feita pelo conjunto do governo. Tem que ter uma visão da necessidade de promover a reparação, de problemas históricos que o nosso povo vive e que isso é de responsabilidade do conjunto do governo, de todas as secretarias, de Educação, Saúde, Obras e Infraestruturas. Tudo isso tem que estar conectado a uma política de promoção à igualdade social. Salvador tem 82% de negros, a população negra tem um rendimento que corresponde a 47% dos rendimentos da população branca minoritária dentro da cidade de Salvador. Isso não está certo. Temos que reduzir essa desigualdade. Temos que ter essa política pública que possa impactar positivamente no sentido de corrigir essas distorções sociais. Nós – negros e negras – não são nem melhores nem piores do que ninguém. Somos iguais e Salvador precisa não só celebrar essa força estética, negra, mas também garantir uma produção de condições de existência melhor. Temos que dar oportunidade e fazer investimentos que desconcentre essa riqueza. As famílias mais ricas de Salvador, que não são negras, têm uma renda 61 vezes maior do que aqueles que estão na base pirâmide. Isso é tratado como normal, natural. Não é natural, não é normal e nós temos que enfrentar isso. O poder público tem que defender isso, e também as pessoas que falam em justiça social, em igualdade. Todo mundo tem que parar e colocar a mão na consciência. Que cidade é essa que nós estamos mantendo? Por que a gente não pode se unir para fazer algo melhor? Nós somos muito melhores do que isso. Nós podemos fazer muito mais. Salvador é uma cidade incrível. Foi beneficiada pela natureza. Por que não se junta todo mundo, as inteligências da cidade, as instituições para construir uma Salvador que cuide de fato do seu povo? Que produza uma realidade social mais equilibrar. Por isso que eu quero muito ser prefeita. Assumir o comando da prefeitura precisa ter uma visão generosa dessa cidade. Precisa ter um programa que se adeque a essa visão desenvolvimentista, e também de distribuição de renda. Não pode ser um modelo de desenvolvimento concentrador como tem sido aqui. O modelo de desenvolvimento de Salvador sempre foi concentrador da riqueza, da renda. Temos que ter um modelo que democratize a renda, a riqueza, democratizando oportunidades para todos e todas.

Tribuna – Essa eleição será resolvida no segundo turno?

Olívia Santana – Acho e tenho certeza. Tenho certeza que o candidato da atual gestão não tem condições de resolver de matar essa eleição no primeiro turno. Não tem. É muito evidente que ele não ganhará no primeiro turno. Nós vamos para o segundo turno, e lá as regras do debate, as regras da presença na televisão, serão novas regras. Será uma outra eleição, chegando lá nós vamos ter um outro resultado eleitoral. Eu confio muito nas minhas possibilidades. Confio muito na militância que me acompanhas. Nas pessoas que acreditam que é possível sim apresentar uma nova perspectiva social, econômica, para a cidade de Salvador. Confio muito que vou ganhar essa eleição, com essa gente do bem. Tenho certeza que essa eleição não será decidida no primeiro, e vamos ganhar a eleição. Estou muito animada. O que sinto nas ruas, nas redes, me sinalizam que estamos no caminho certo.

Tribuna – Qual a mensagem que a senhora deixa para o eleitor de Salvador?

Olívia Santana – A mensagem que deixo é que o nosso povo resgate a esperança, a possibilidade do sonho e da realização do sonho. E que o nosso povo acredite em si e faça essa aposta novo. Acredite que uma filha do povo pode sim assumir a gestão da cidade de Salvador, e fazer uma obra que nunca foi feita nessa cidade. A obra da promoção da igualdade, de fazer de Salvador uma cidade com justiça social e mais humana. Por isso eu peço apoio e voto.

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