Ex-deputado Luiz Argolo é transferido para a Bahia

Condenado em novembro de 2015, o ex-congressista já pedia desde 2016 para ser transferido para a Bahia “por motivo de aproximação familiar”


Tribuna da Bahia, Salvador
23/01/2018 07:10 | Atualizado há 18 horas e 50 minutos

   
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

Por Rodrigo Daniel Silva

Preso desde o dia 10 de abril em Curitiba, o ex-deputado federal Luiz Argolo conseguiu ser transferido para uma unidade prisional na Bahia. Segundo informou a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) à Tribuna, o ex-parlamentar já passou pelo Centro de Observação Penal (COP) – uma espécie de “porta de entrada” pela qual passam os detentos antes de serem encaminhados a alguma unidade.  A pasta não soube informar, no entanto, onde Argolo cumprirá o restante da pena. Condenado em novembro de 2015, o ex-congressista já pedia desde 2016 para ser transferido para a Bahia “por motivo de aproximação familiar”. Argolo é natural de Entre Rios, cidade a 150 quilômetros de capital baiana. O ex-deputado foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena considerada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instancia, foi de 11 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multas.

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu, porém, elevar a pena para 12 anos e oito meses, e reduziu o valor do dano que ele deveria devolver aos cofres públicos, de R$ 1,4 milhão para R$ 1 milhão. O baiano tentou também cumprir a punição em regime semiaberto em agosto do ano passado, mas o Superior Tribunal Justiça (STJ) rejeitou o pedido. Em sua decisão, o ministro Felix Fischer argumentou que não poderia autorizar a progressão da pena, sem que Argolo cumprisse as obrigações impostas pelo Judiciário. O ex-parlamentar ainda não pagou a multa alegando dificuldade financeira. O baiano foi acusado de ter recebido R$ 1,47 milhão em propinas do doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato. Na época, o Ministério Público Federal (MPF) disse que o dinheiro foi pago de forma parcelada, entre 2011 e 2014, “por entregas em espécie ou depósitos bancários”. Em sua defesa, Argolo diz que os seus negócios com o doleiro Youssef eram de âmbito privado e não envolveram recursos públicos.

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