Jutahy: “O ciclo do PT está encerrando na Bahia”

Em entrevista à Tribuna, Jutahy Junior disse que o prefeito “ACM Neto é um líder popular” e que o governador “Rui Costa” não é; para ele, a Bahia hoje está subrepresentada no Senado


Tribuna da Bahia, Salvador
26/02/2018 06:58 | Atualizado há 27 dias, 15 horas e 41 minutos

   
Foto: Divulgação/George Gianni

O deputado federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) fez questão de alertar, em entrevista exclusiva à Tribuna da Bahia, o risco de o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não ser candidato ao governo da Bahia na eleição deste ano. Para o tucano, se o democrata não disputar o Palácio de Ondina, pode haver uma “hegemonia petista” na Bahia. “E isso é algo extremamente perigoso para um Estado como a Bahia. A hegemonia fragiliza a democracia e cria um ambiente de dominação que esmaga as minorias. Prejudica a liberdade de imprensa e atrofia todos os outros poderes, tanto o Legislativo quanto o Judiciário. Sempre lutei contra hegemonias. O anúncio da candidatura de ACM Neto de imediato supera este risco”, afirmou. Ainda na entrevista, Jutahy reafirmou seu desejo de concorrer ao Senado, reforçou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, será o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, e apostou que o ex-presidente Lula (PT) não estará no páreo eleitoral deste ano. “Quero ser candidato dos que querem um senador que represente a mudança, com experiência. [...] Milhões de baianos não estão representados no Senado”, frisou. 

Por Osvaldo Lyra

Jutahy Junior diz que o prefeito “ACM Neto é um líder popular” e que o governador “Rui Costa” não é. Para ele, a Bahia hoje está subrepresentada no Senado.

Tribuna – Como o senhor observa a pré-campanha na Bahia? É um indicativo de que teremos dias tensos?

Jutahy Júnior – Eu desejo uma campanha limpa, em que as ideias prevaleçam e as candidaturas sejam colocadas dentro de um contexto de servir ao nosso Estado, à nossa população e ao Brasil. Não vejo que possamos transformar uma campanha em um embate de personalidades agredindo candidaturas reciprocamente. 

Tribuna – O senhor acredita que o prefeito de Salvador, ACM Neto, será candidato ao governo da Bahia?

Jutahy Júnior – Eu acredito. Não trabalho com outra hipótese. A candidatura do ACM Neto representa a vontade do povo da Bahia.

Tribuna – Quais são os prós e contra que pesam na decisão do prefeito em disputar o Palácio de Ondina?

Jutahy Júnior – Acho que a primeira coisa que pesará é a vontade da população. Há um sentimento forte na Bahia, majoritário, no meu modo de entender, que deseja a mudança. [O povo] cansou do ciclo do PT. ACM Neto representa a principal força política eleitoral da oposição. Ele tem a preferência de ser o representante para comandar o enfrentamento. Enfrentamento que, neste momento, se torna decisivo na Bahia, porque é uma candidatura que, se porventura não ocorrer, pode produzir uma situação de hegemonia (do PT). E isso é algo extremamente perigoso para um Estado como a Bahia. A hegemonia fragiliza a democracia e cria um ambiente de dominação que esmaga as minorias. Prejudica a liberdade de imprensa e atrofia todos os outros poderes, tanto o Legislativo quanto o Judiciário. Sempre lutei contra hegemonias. O anúncio da candidatura de ACM Neto de imediato supera o risco de uma hegemonia petista. O caminho da vitória com ACM Neto é muito provável hoje, porque ele é um líder popular. O governador Rui Costa não é. Ambos são bem avaliados administrativamente, mas esse componente de liderança popular só o ACM Neto tem. 

 Leia a entrevista completa na edição impressa do jornal ou na Tribuna Virtual.

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