Wagner pode substituir Lula em sabatina

O tema é delicado para o partido, pois a escolha de um único nome poderia indicar a construção do “plano B” no caso de Lula não poder disputar as eleições


Tribuna da Bahia, Salvador
11/05/2018 08:31 | Atualizado há 2 dias, 12 horas e 37 minutos

   

O PT protocolou anteontem pedido de liminar ao Tribunal Superior Eleitoral solicitando que um representante de Lula participasse em seu lugar na sabatina que Folha de S.Paulo, UOL e SBT estão fazendo com seis pré-candidatos à Presidência. Mesmo sem decisão alguma do tribunal, quem representará Lula nas entrevistas e debates políticos já é debatido de uma forma mais ampla pela legenda. O tema é delicado para o partido, pois a escolha de um único nome poderia indicar, ainda que não explicitamente, a construção do “plano B” no caso de Lula não poder disputar as eleições presidenciais. Interlocutores da presidenta do partido, Gleisi Hofmann, confirmam a preocupação da petista em definir um único nome. 

O nome ou os nomes devem ser decididos pelo próprio presidente, segundo correligionário.

O deputado Paulo Teixeira vai propor cinco nomes que revezariam na representação do ex-presidente: Gleisi Hofmann, Fernando Haddad, Celso Amorim, Jaques Wagner e Dilma Rousseff. O nome de Haddad e Jaques Wagner, segundo petistas, não representam um plano B. Segundo eles, nada mais natural que o ex-prefeito de São Paulo fosse representante uma vez que ele é o coordenador do programa de governo de Lula. O nome do ex-governador da Bahia, por sua vez, teria a ver com a questão dos eventos acontecerem em distintas regiões do país. Wagner poderia fazer esse papel na região Nordeste, por exemplo.

A representação protocolada pelo PT é um pedido de liminar. Nela, o partido reclama da ausência do primeiro colocado nas pesquisas na primeira sabatina eleitoral, Folha/UOL/SBT. Segundo o documento, a ausência de qualquer convite para a participação da sabatina configura ilegalidade e atitude anti-isonômica dos organizadores. O partido pede que o TSE obrigue as empresas responsáveis pela sabatina a dar espaço ao representante de Lula para apresentar as propostas de governo do partido. Se decisão não for cumprida, que seja estipulada multa as promotoras dos eventos. Segundo o jurista e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a ausência de Lula ou um representante na sabatina configura propaganda antecipada. “Ou todo mundo está dentro ou é uma propaganda antecipada de uns contra outros." Por Marina Gama Cubas da Carta Capital

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