Meirelles reforça potencial de crescimento eleitoral do MDB

O ex-ministro se reuniu com a bancada do MDB no Senado na tarde de ontem pra apresentar propostas


Tribuna da Bahia, Salvador
17/05/2018 08:38 | Atualizado há 28 dias, 7 horas e 35 minutos

   
Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se reuniu com a bancada do MDB no Senado na tarde de ontem para apresentar suas propostas como pré-candidato para as eleições de 2018. Meirelles apresentou dados indicando potencial de crescimento de seu nome para a corrida presidencial e alfinetou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB.  "Alguns candidatos estão com índice de conhecimento elevado, já tendo sido candidatos à Presidência, conhecidos por basicamente toda a população, e apresentam um nível de aprovação muito baixo", disse Meirelles. Ele também destacou que possui "reputação que não é objeto de questionamento". O ex-ministro da Fazenda apresentou pesquisas qualitativas mostrando que seu potencial de crescimento nas pesquisas de intenção de votos é "enorme". "Temos, na visão dos eleitores, as características que desejam para o próximo presidente", defendeu Meirelles.

Após a conversa, integrantes do MDB afirmaram reservadamente que "ficou claro" que Meirelles é o melhor candidato para o partido. Além disso, parlamentares também consideram que Temer deveria anunciar logo a sua desistência para que o ex-ministro tenha chances de crescer nas pesquisas e verificar sua viabilidade até meados de julho, período das convenções. Meirelles disse que sentiu entusiasmo por parte da bancada do MDB e que a reunião saiu "melhor do que suas melhores expectativas". Otimista, afirmou que possui "todas as condições" de chegar ao segundo turno e vencer a eleição.

No último levantamento realizado pela CNT/MDA, no início da semana, Alckmin aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto. Meirelles, por sua vez, registrou 0,3% - considerando o cenário com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Operação Lava Jato, na disputa. Sobre possíveis alianças com outros partidos, disse que só seria possível se o MDB se convencer de que outro candidato tem mais chances de vencer do que ele, o que considerou "difícil". "Estamos dispostos a conversar para o primeiro turno, mas no segundo turno aceitaremos apoio, alianças", declarou.

De acordo com Meirelles, a definição sobre a candidatura única do MDB depende da vontade pessoal do presidente Michel Temer. Ele afirmou que é "saudável e positivo" a sigla ter duas pré-candidaturas neste momento e que é "normal" Temer pleitear a vaga. Ele justificou que Temer é impopular porque assumiu o governo na maior recessão, porém culpou a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff e disse que essas questões serão facilmente esclarecidas no período eleitoral.

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