"Favreto usou magistratura para criar fato político"

Eliana Calmon disse que o desembargador "enxovalhou o Judiciário" e defendeu que ele seja investigado por possível falta disciplinar


Tribuna da Bahia, Salvador
11/07/2018 08:29 | Atualizado há 2 dias, 12 horas e 48 minutos

   
Foto: Divulgação/CNJ

Menos de 24 horas depois de mandar soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o desembargador Rogério Favreto do Tribunal Regional Federal da 4ª Região já era alvo de seis pedidos de abertura de procedimentos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em entrevista à BBC News Brasil, a ex-corregedora nacional de Justiça e ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon disse que o desembargador "enxovalhou o Judiciário" e defendeu que ele seja investigado por possível falta disciplinar. Reconhecida por chefiar com rigor o CNJ quando foi corregedora, defendendo punição a juízes suspeitos de irregularidades - a quem chamava de "bandidos de toga" - Eliana Calmon não poupou críticas ao desembargador que mandou soltar Lula.

"Ele (Rogério Favreto) quis criar um fato político e usou a magistratura para criar esse fato político. Usou a magistratura e infringiu o princípio de que você deve ser imparcial. Isso é grave, principalmente quando essa imparcialidade tende a atender a um interesse politico-eleitoral", disse Calmon, que por dois anos - entre 2010 e 2012 - chefiou no CNJ, instituição que controla o Judiciário e fiscaliza magistrados, o setor responsável por investigar denúncias contra juízes. Por Nathalia Passarinho/BBC News Brasil em Londres

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