Possível candidatura de Bruno Reis divide aliados

Vice-prefeito é cotado para disputar o Senado ou ser vice na chapa de José Ronaldo


Tribuna da Bahia, Salvador
12/07/2018 05:14 | Atualizado há 8 dias, 19 horas e 57 minutos

   
Foto: Divulgação

Por Rodrigo Daniel Silva

A discussão sobre a presença do vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), na chapa do pré-candidato ao governo da Bahia, José Ronaldo (DEM), tem dividido aliados. Para uns, o número do 2 do Palácio Thomé de Souza deve se preservar para 2020, quando sonha em suceder o prefeito ACM Neto (DEM). Para outros, Bruno Reis, se estiver na majoritária, vai reforçar a composição, já que está diretamente atrelado ao presidente nacional do Democratas (ACM Neto) e poderia herdar parte dos votos do gestor soteropolitano. É o que acredita o pré-candidato ao Senado, o deputado federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB). "Acho essencial ter o Bruno Reis na chapa como vice ou como senador, e importante, numa escala menor, termos o Lázaro como vice e uma mulher como vice ou como senadora", afirmou o tucano. Presidente do DEM na Bahia, José Carlos Aleluia disse que é um “sonho de muita gente” ter o vice soteropolitano na chapa.

O presidente do PSC na Bahia, Heber Santana, acredita, no entanto, que uma candidatura do número 2 do Palácio Thomé de Souza agora “não é o melhor momento”. “Eu acredito que o projeto de Bruno, o caminho natural de Bruno, é concorrer à eleição para prefeito em 2020. Não seria algo, como amigo, que aconselho para ele”, afirmou o social-cristão. O pensamento é compartilhado também pelo líder do governo na Câmara de Salvador, Henrique Carballal (PV).  “Acho que Bruno tem um caminho a trilhar. Bruno tem que trabalhar e ajudar o prefeito a concluir a sua gestão. Acho que Bruno tem que se preparar para ser candidato a sucessão de Neto”, avaliou o verdista.

Anteontem, o pré-candidato José Ronaldo voltou a defender a presença do vice soteropolitano na composição oposicionista. “Tem gente que tem sonhos, e esses sonhos são mais do que legítimos. Mas quando a pessoa se transforma dessa maneira, não tem mais o direito de pertencer só ao lado do prefeito ACM Neto, não. Ele tem a obrigação também de se dedicar e trabalhar junto em outras missões. Eu já disse a ele em algumas oportunidades, e em ambientes fechados na ausência dele, mas digo aqui de público agora: eu desejo, busco e quero que esse rapaz esteja ao meu lado na eleição do dia 7 de outubro”, pontuou, durante discurso, em um evento no bairro de Mussurunga, em Salvador. Segundo apurou a Tribuna, se não conseguir conter a pressão do grupo, Bruno Reis cogita ser candidato à Câmara Alta do Congresso Nacional, mas tem recusado qualquer hipótese de ser vice na chapa. O receio dele é sair da campanha eleitoral “menor” do que entrou. 

José Ronaldo diz que Rui ‘está mal-informado’

O pré-candidato ao governo do estado pelo Democratas, José Ronaldo, disse que o governador Rui Costa (PT) está desinformado quando alega o não-funcionamento do Samu regional e que o Estado tem mais alunos matriculados no ensino fundamental que o município de Feira de Santana. As informações foram veiculadas durante entrevista concedida por Rui Costa à Rádio Metrópole, e também rebatidas pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), conforme publicado ontem pela Tribuna.

Segundo o ex-prefeito de Feira de Santana, Rui age de má fé ao alegar que a cidade, a maior da região, teria se negado a assumir a coordenação do Serviço de Atendimento Médico de urgência. “O Samu de Feira de Santana iniciou suas atividades em setembro de 2004. O serviço sempre foi um desejo da região, mas algumas prefeituras não aderiram alegando falta de recursos. Apenas Irará e Conceição do Jacuípe implementaram o sistema juntamente com Feira”.

O ex-prefeito de Feira rebateu também a declaração do governador do PT com relação ao número de alunos inscritos no Ensino Fundamental em Salvador e Feira de Santana. “Rui quer insinuar que o governo tem mais alunos matriculados, como se fosse uma disputa entre governo e prefeitura. A assessoria dele sabe muito bem que historicamente, há mais de 40 anos, o governo estadual mantém em vários municípios da Bahia parte do ensino fundamental II”.

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