“Votei nos projetos de ACM Neto e faria tudo outra vez”

O vereador minimizou o fato de ser da oposição, mas votar a favor de projetos do prefeito de Salvador, ACM Neto


Tribuna da Bahia, Salvador
12/07/2018 07:15 | Atualizado há 3 dias, 9 horas e 17 minutos

   
Foto: Reginaldo Ipê

Por Rodrigo Daniel Silva

O vereador Moisés Rocha (PT) minimizou, ontem, o fato de ser da oposição, mas votar a favor de projetos do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e contra a orientação da bancada. Segundo ele, as propostas “beneficiavam” a sua categoria, a dos petroleiros. “Tenho convicção de que todas as vezes, que foram poucas, que votei no projeto do Executivo, eu, como dizia a música de Gonzaguinha, faria tudo outra vez se preciso fosse”, afirmou, em entrevista à Rádio Câmara Salvador.

O petista reforçou que não será candidato novamente a vereador em 2020. “Estou cumprindo o último mandato com muita satisfação e dedicação”, frisou. Apesar de ser ameaçado de expulsão do PT no ano passado, Moisés Rocha disse não ter “nenhuma insatisfação” no partido. “Para mim, o PT é um dos partidos mais importantes da política brasileira de todos os tempos e que possibilitou o surgimento de uma marca diferente e de um modo de fazer política diferente [...] Acredito nos ideais do Partido dos Trabalhadores. Não vejo nenhum outro partido com ideais diferentes do Partido dos Trabalhadores para melhor”, afirmou.

Para o vereador, a sigla não está “sobrevivendo, mas está voltando a crescer”. Ele defendeu, no entanto, que a agremiação partidária faça uma autocrítica com a rediscussão de “mecanismo, modelos de gestão, de disputa eleitoral”. Moisés Rocha atenuou a exclusão da senadora Lídice da Mata (PSB) da chapa à reeleição do governador Rui Costa (PT). No entendimento dele, o chefe do Palácio de Ondina não tinha como fugir do “pragmatismo político-eleitoral” e a manutenção da aliança com o PSD, do senador Otto Alencar, era “fundamental para dar uma certa tranquilidade eleitoral e de votos”.

O legislador municipal se mostrou contra uma eventual aliança do PT com ex-ministro Ciro Gomes (PDT) na disputa pelo Palácio do Planalto, apesar de setores de seu partido defenderem o acordo. Rui Costa e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) já se mostraram favoráveis a esta tese. Para ele, o pedetista pode se eleger e fazer “tudo diferente do que a gente acredita”. Moisés Rocha elogiou o presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) e se mostrou a favor de um acordo com o socialista.

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas