UFBA: Violência assusta profissionais e alunos

Em julho do ano passado, a equipe da Tribuna da Bahia realizou uma reportagem sobre o medo e insegurança dos freqüentadores dos campi


Tribuna da Bahia, Salvador
12/07/2018 10:43 | Atualizado há 3 dias, 5 horas e 29 minutos

   

Por Yuri Abreu

Um grave problema nacional e que atinge em cheio todas as camadas da sociedade, sem qualquer distinção: a violência. Quando ela então ocorre em um espaço educacional e de conhecimento, chama ainda mais a atenção. Os casos de assaltos – e até de estupros – tem deixado os profissionais (professores e trabalhadores) e alunos em clima de tensão constante quando precisam transitar pelos campi ou unidades que fazem parte da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Na última segunda-feira, uma enfermeira foi sequestrada no estacionamento do Hospital das Clínicas (Universitário Professor Edgar Santos), localizado no bairro do Canela. Segundo a Polícia, ela foi abordada quando deixava o trabalho no turno noturno. Em seguida, teria dado voltas com o carro da vítima, utilizou o cartão de crédito dela para fazer compras e depois a estuprou. 

Na ocasião, a assessoria do hospital, além de confirmar o sequestro, informou que o estacionamento é uma área usada por diversas unidades da UFBA. A mesma também disse que foi procurada pela família da vítima que relatou apenas o seqüestro, mas que nada foi informado com relação ao estupro.

Já no dia 4 de julho, há pouco mais de uma semana, um homem armado assaltou alunos no estacionamento da Faculdade de Direito da Universidade, no bairro da Graça. De acordo com relatos de alunos nas redes sociais, cerca de quatro pessoas foram vítimas dele e, após as investidas, teria fugido em um carro preto levando celulares, dinheiro e relógios. Na oportunidade, a Polícia Militar informou que equipes da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barra) fizeram rondas pela região, mas não acharam o suspeito.

Aliás, é através das redes sociais que os alunos e a comunidade pertencente a UFBA tem se manifestado a respeito da segurança nos locais. Em uma das comunidades, há comentários de eventos ocorridos no campus de Administração. Uma crítica feita por um deles é com relação aos seguranças, que só estariam responsáveis pela guarda do patrimônio da instituição, ressaltando que houve até um seqüestro no estacionamento do campus de Ondina este ano. “Precisamos de segurança para estudar”, comentaram. O medo deles é o de que as ofensivas acabem se estendendo para as salas de aula.

A reportagem da TB entrou em contato com a assessoria de comunicação da Universidade Federal da Bahia para saber quais são as ações que a instituição vem adotando com relação a segurança de alunos, professores e profissionais para que novos casos não aconteçam. No entanto, as nossas solicitações não foram respondidas até o fechamento desta edição.

TB chamou a atenção para a situação há um ano

Em julho do ano passado, a equipe da Tribuna da Bahia realizou uma reportagem sobre a situação ocorrida na Universidade Federal da Bahia. Assim como agora, medo e insegurança eram alguns dos sentimentos dos freqüentadores dos campi, principalmente por conta da ausência de agentes de segurança e ausência de iluminação adequada, além, claro, dos constantes casos de assalto.

Entre as estratégias adotadas pelos alunos para evitar serem novas vítimas, principalmente àqueles que estudam a noite, estão a de sair em grupo das aulas, ficando agregados nos pontos de ônibus e em áreas iluminadas. De acordo com um deles, ouvido pela reportagem à época, uma solução poderia ser o cadastramento de pessoas e a colocação de catracas de acesso. Contudo, outros acharam que esse controle de acesso seria uma possibilidade quase impossível, pelo fato de a Universidade ser um espaço de livre trânsito de pessoas.

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