Raio Laser - 10/8 - Batata

Quem anda com uma batata quente nas mãos é a presidente do PSL na Bahia, Daiane Pimentel


Tribuna da Bahia, Salvador
10/08/2018 09:30 | Atualizado há 12 dias, 12 horas e 45 minutos

   
Foto: Reprodução/Milena Brandão/Acorda Cidade

Quem anda com uma batata quente nas mãos é a presidente do PSL na Bahia, Daiane Pimentel. Depois de ter sido obrigada a retirar a indicação do marido, Fernando Pimentel, para vice do candidato a governador João Henrique (PRTB), devido à grande reação que provocou principalmente nas redes sociais, ela agora enfrenta outro problema, decorrente do fato de seu partido estar contribuindo, ao fazer uma coligação com o PHS, para a eleição a deputado federal do vereador em Salvador Igor Kannario, um crítico feroz das forças policiais e militares, principal base do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro. Apoiadores do presidenciável no Estado prometem não dar sossego a Daiane.

Preocupação

A coligação que o PHS fez com o PPS, o PSL e o PRTB para disputar as eleições proporcionais com o objetivo claro de garantir a eleição a deputado estadual de Júnior Muniz, presidente do partido, não diminuiu a preocupação com seu sucesso eleitoral. O nome da fonte de tensão chama-se Soldado Gilvan, vereador em Jequié, que deve sair da região com 17 mil votos.

Pressão

O economista Gil Castello Branco, secretário-geral da Associação Contas Abertas, prevê o início das articulações da bancada dos servidores - a maior da Câmara - para aprovar o orçamento da Corte, depois que os ministros do STF votaram a proposta de aumento de 16% dos próprios salários. Se passar no Congresso, a medida vai gerar efeito cascata e um impacto de ao menos R$ 4 bilhões nas contas públicas. 

Desorganização

O economista do Contas Abertas foi mais longe: chamou a proposta dos ministros do STF de uma verdadeira irresponsabilidade fiscal, que pode causar uma desorganização financeira ainda pior do que a que já existe, levando a um quadro de completa insolvência das contas públicas no país. De fato, algo com o que os servidores públicos mais bem pagos do país não se preocupam.

Cobrança

Se o clima entre os candidatos a deputado dos partidos aliados do candidato do DEM ao governo, José Ronaldo, é de salve-se quem puder, entre os parlamentares que dão apoio ao governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição, a atmosfera é de revolta com a decisão de sua coordenação de campanha de exigir recursos do fundo partidário destinado aos deputados para que ele possa fazer sua propaganda na televisão.

Contribuição

Os valores exigidos pelo governador para financiar seu programa eleitoral são maiores para os deputados federais, R$ 100 mil. Os deputados estaduais que concorrerão a vagas na Câmara dos Deputados serão obrigados a contribuir com R$ 50 mil, ao passo que candidatos a deputado estadual que concorrerão à reeleição, R$ 20 mil, e os sem mandato, R$ 10 mil.


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